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Secretaria da Cultura e Companhia de Ópera do RS apresentam “Em Busca das Paisagens Perdidas” nas ruínas de São Miguel

Apresentação gratuita ocorre no dia 23 de abril e integra a programação dos 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis

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A imagem mostra uma cena teatral com iluminação quente e dramática, em tons de dourado e âmbar. No palco, há duas pessoas. À esquerda, uma mulher está em pé, com postura ereta e expressão intensa, olhando ligeiramente para cima, como se estivesse em um momento emocional forte ou declamando algo. Ela veste um figurino longo em tons terrosos, com aparência de tecido leve e fluido, que remete a um estilo clássico ou antigo. À direita, outra pessoa está deitada no chão, parcialmente coberta por um tecido claro, imóvel, o que pode sugerir cansaço, sofrimento ou até morte dentro do contexto da cena. O cenário é simples, com cortinas ao fundo e pouca decoração, destacando os atores e a atmosfera dramática da apresentação.
Espetáculo chega às ruínas da Catedral de São Miguel das Missões após estreia no Teatro Simões Lopes Neto, em 2025 - Foto: Vitória Proença/Divulgação CORS
Por ASCOM CORS / EDIÇÃO: ASCOM SEDAC

O dia 3 de maio deste ano marca os 400 anos do início das Missões Jesuíticas no território que hoje é o Rio Grande do Sul. Para celebrar a data histórica, governo do Estado, prefeituras, entidades sociais e setor privado planejaram diversos eventos, muitos deles realizados nas próprias ruínas, como a ópera “Em Busca das Paisagens Perdidas”, em homenagem ao centenário do payador Jayme Caetano Braun (1824-1999). 

Encomendado ao compositor Vagner Cunha, com libreto de Renato Mendonça e concepção e direção cênica de Carlota Albuquerque, o espetáculo chega às ruínas da Catedral de São Miguel das Missões no dia 23 de abril (quinta-feira), às 19h, após estreia no Teatro Simões Lopes Neto, em Porto Alegre, e no Festival Internacional Sesc de Música de Pelotas, em 2025 Com entrada gratuita, a apresentação é uma parceria da Secretaria da Cultura (Sedac) com a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS) e conta com apoio da Prefeitura de São Miguel das Missões e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A imagem mostra uma cena de apresentação teatral com cinco pessoas alinhadas no palco, sob uma iluminação quente e focada, que cria um clima dramático. Todos estão de pé, voltados para a frente, com expressões intensas e bocas abertas, como se estivessem cantando ou declamando em coro. O figurino é predominantemente em tons terrosos, com casacos longos e roupas que lembram um estilo antigo ou rústico.Da esquerda para a direita: A primeira pessoa tem cabelo volumoso e veste um casaco marrom sobre uma roupa vermelha.A segunda pessoa tem barba e usa roupas largas em tons escuros. A terceira pessoa, com cabeça raspada, usa roupas simples em tons de marrom e laranja. A quarta pessoa usa um chapéu e um casaco longo, destacando-se pela presença central. A quinta pessoa veste um vestido vermelho sob um casaco e demonstra uma expressão bastante intensa.
Apresentação é uma parceria da Secretaria da Cultura com a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS) - Foto: Vitória Proença/Divulgação CORS

Quem dará vida a Jayme Caetano Braun é o cantor nativista Pirisca Grecco, que será acompanhado pelas sopranos Carla Maffioletti, Eiko Senda, Elisa Lopes e Raquel Fortes, e a contralto Luciane Bottona. Completam o elenco o tenor Maicon Cassânego e o baixo-barítono Guilherme Roman. Outro grande destaque da estreia mundial é a bailarina Emily Borghetti no papel de “A China”. A regência será do maestro Guilherme Mannis.

O espetáculo, que integra o projeto Ópera e Formação e é a primeira encomenda de ópera contemporânea da CORS, reúne cantores líricos e artistas de destaque da música e da dança regionais. “A ópera como gênero artístico vivo dialoga com o nosso tempo e com a nossa cultura. Contar a história de Jayme Caetano Braun nos 400 Anos das Missões Jesuíticas do RS é contar a nossa própria história, falar sobre a nossa terra e a nossa cultura”, destaca Flávio Leite, presidente da Companhia.

Um dos grandes poetas regionalistas do Sul, Jayme Caetano Braun deixou um legado inestimável, atravessando todas as fronteiras, em especial para o Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. Ao longo de sua carreira, lançou diversos livros, como “Galpão de Estância”, “Brasil Grande do Sul”, “Paisagens Perdidas”, “De Fogão em Fogão” e “Potreiro de Guachos”. Também deixou sua marca na discografia e entre seus álbuns estão “Payadas”, “Troncos Missioneiros” e “Payador”. 

A imagem mostra uma cena teatral com três mulheres em destaque, iluminadas por uma luz quente em tons de dourado e âmbar, que cria uma atmosfera intensa e emocional. As três estão lado a lado, próximas umas das outras, com os braços parcialmente abertos ou apoiados entre si, sugerindo união e apoio. Elas parecem estar cantando juntas, com expressões fortes e bocas abertas, transmitindo emoção e intensidade. Todas vestem figurinos semelhantes: vestidos longos em tons terrosos, com tecidos leves e drapeados, que remetem a um estilo clássico ou atemporal. Seus rostos e parte do corpo apresentam marcas ou maquiagem que evocam desgaste, suor ou algum tipo de sofrimento, reforçando o tom dramático da cena. O fundo é simples, com cortinas pouco detalhadas, mantendo o foco nas atrizes.
Espetáculo reúne cantores líricos e artistas de destaque da música e da dança regionais - Foto: Vitória Proença/Divulgação CORS

“Lembrar Jayme Caetano Braun quando se completam pouco mais de cem anos de seu nascimento é um acertar de contas com o passado e com o futuro. É discutir se um território se configura por índices materiais ou se ganha forma lastreado por nossas memórias pessoais. É encarar o desafio de olhar para o passado e, valendo-se de uma dobra da arte, vislumbrar o futuro. Tudo isso para dizer que a ópera ‘Em busca das paisagens perdidas’ é, como o nome mesmo previne, um movimento de ir e vir, uma jornada de redescobrimento de cheiros, sons, sabores, afetos, descobertas e dores que marcam especialmente a nossa infância, em nosso caso tendo por território o Sul", explica o libretista Renato Mendonça.

Na concepção da ópera, Mendonça e Cunha buscaram expandir o conceito de território, explorando diferentes contextos e fronteiras. “Com atenção, se ouvirá o canto do João Barreiro. E soará idioma argentino, que nossos fronteiriços misturam naturalmente com o português. Os instrumentos indígenas, que remetem imediatamente às Missões, também ecoarão. E o silêncio, a amplitude horizontal do Pampa, a presença da água corrente, da terra prenhe, do vento transformador e do fogo de chão. E o som percutido por pés e por taquaras, alinhavados pelos ecos de nossas memórias”, adianta o compositor Vagner Cunha.

Ficha técnica

Em Busca das Paisagens Perdidas
Ópera em 1 ato de Vagner Cunha com libreto de Renato Mendonça
Regência: Guilherme Mannis
Concepção e direção cênica: Carlota Albuquerque
Pianista correpetidor: Eduardo Knob
Cenografia: Joana Albuquerque
Figurinos: Daniel Lion
Iluminação: Veridiana Matias
Produção executiva: Brenda Knewitz
Assistente de produção: Carol Martins
Maquiagem e penteados: Guilherme Gonçalves e Anita Assenato
Design gráfico e fotografia: Vitória Proença

Jayme Caetano Braun: Pirisca Grecco, cantor
A Terra Bugra: Eiko Senda, soprano
A Natureza: Carla Maffioletti, soprano
A Província: Elisa Lopes, soprano
A China: Emily Borghetti, bailarina
Soprano: Raquel Fortes
Contralto: Luciane Bottona
Tenor: Maicon Cassânego
Baixo: Guilherme Roman
Bailarinas: Carini Pereira e Danielle Costa

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