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CCMQ cria obra inédita em homenagem aos 120 anos de Mario Quintana

Artista Claudio Ramires começa a construção de painel que dará origem a mural interativo com vista do Jardim Lutzenberger

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A imagem mostra uma área externa do prédio da Casa de Cultura Mario Quintana em processo de reforma. O edifício tem paredes em tom rosado, com detalhes arquitetônicos clássicos, como molduras e colunas decorativas. No topo, há uma espécie de laje ou terraço onde alguns trabalhadores estão atuando. No centro da cena, um trabalhador usa capacete azul e empurra um carrinho de mão sobre a superfície, que parece estar sendo preparada ou impermeabilizada. Há materiais de construção espalhados, como ferramentas, mangueiras e sacos. Mais ao fundo, outros trabalhadores estão ajoelhados, possivelmente aplicando algum tipo de revestimento. Na parte inferior esquerda, há uma estrutura coberta por uma tela azul de proteção, típica de obras, indicando preocupação com segurança. Ao fundo, aparecem prédios residenciais modernos, sugerindo que o local fica em uma área urbana densa. Também é possível ver uma árvore no pátio interno, trazendo um contraste de verde no meio da construção.
Projeto vai contemplar um painel físico e conteúdos interativos, criando a experiência estética - Foto: Guilherme Rangel/Divulgação CCMQ
Por ASCOM CCMQ / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

O projeto artístico em homenagem aos 120 anos de nascimento de Mario Quintana, concebido pelo artista visual Claudio Ramires, avança para uma nova etapa na Casa de Cultura de Mario Quintana (CCMQ). Após meses de pesquisa, estudos e desenvolvimento, a iniciativa entra na fase de construção do painel que dará origem ao mural que será instalado com vista a partir do Jardim Lutzenberger, localizado no 5º andar da instituição e atualmente fechado para reforma.

Composto por múltiplas faces, o trabalho propõe uma leitura poética e visual da obra de Quintana, dialogando diretamente com o poema “Autorretrato”. A partir dessa referência, o mural materializa a ideia de multiplicidade presente na escrita do autor, explorando diferentes imagens e símbolos que se transformam conforme o ponto de vista do público. A proposta ainda envolve uma complexa engenharia óptica e pictórica — uso expressivo de cores, formas, texturas e composição.

Além da dimensão física, o projeto incorpora uma camada digital de interatividade. Por meio de um QR code instalado junto ao mural, o público poderá acessar conteúdos em realidade aumentada, ampliando a experiência estética. A tecnologia, desenvolvida em parceria com equipe de programação e animação, será hospedada no site do Banrisul Cultural, integrando o conceito de “poesia aumentada” proposto pelo artista.

A CCMQ é uma instituição da Secretaria da Cultura (Sedac). A obra de arte do Jardim Lutzenberger é apresentada pelo Banrisul e tem apoio das Tintas Renner.

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