Mercado audiovisual gaúcho é tema de painel no Festival Internacional de Cinema de Cartagena
Secretária Beatriz Araujo apresentou diferenciais do sul brasileiro no mais antigo festival da América Latina
Publicação:

A secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, participou, na tarde desta sexta-feira (4/4), do painel “Sur de Brasil: Audiovisual, Ciudadanía y Fronteras”, na cidade de Cartagena, na Colômbia. Ao lado do cineasta Zeca Brito, secretário de cultura de Bagé, e com mediação do diretor e produtor colombiano Juan Zapata, ela apresentou os números do cinema gaúcho durante um dos principais festivais da América Latina, o Festival Internacional de Cine de Cartagena – FICCI.
O Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro em número de longas metragens exibidos em salas de cinema nos últimos 25 anos, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. “Nosso Estado tem o principal festival de cinema do Brasil, investimos fortemente no desenvolvimento desse mercado e temos um instituto atuante e articulado no setor. Isso mostra como o Rio Grande do Sul é comprometido com o audiovisual”, informou.
Em sua fala, a secretária apresentou a política estadual voltada ao desenvolvimento do audiovisual, que além do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), conta com o laboratório de qualificação Odilon Lopez e sete das 17 film commissions formalizadas no país. Para Beatriz, estratégias de desenvolvimento do setor como os festivais de Gramado, mais longevo do Brasil, e o Cinema Negro em Ação, promovido pela Sedac desde 2020, tem desempenhado um importante papel para o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual gaúcho. Ela destacou o investimento do governo do Estado, em 2024, de R$ 1,68 milhão nos dois festivais, contemplando espaços formativos, mostras competitivas e rodadas de negócios.
A secretária também destacou a atuação da Cinemateca Paulo Amorim, espaço mais antigo e tradicional do circuito de salas culturais de Porto Alegre. Em 2024, a instituição da Sedac, que prioriza a exibição de filmes autorais e independentes, exibiu 250 títulos para um público de mais de 40 mil espectadores. “É uma vitrine da produção gaúcha e brasileira, parceira de diversos festivais e mostras especiais que, mesmo tendo sido gravemente atingida pela grande enchente do ano passado, continua sendo uma importante ferramenta de fruição do cinema feito no Rio Grande do Sul”, afirmou Bia.
Beatriz destacou quatro editais com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG) que viabilizaram o investimento de R$ 69,2 milhões em 124 projetos no Estado. Entre eles, o desenvolvimento de produções audiovisuais, iniciativas de formação e capacitação de profissionais, apoio a distribuição e licenciamento de produções nacionais e para investimento em salas de exibição.
Ainda em Cartagena, Beatriz participa neste sábado (5/4), de uma mesa de trabalho inter-regional Colômbia - Brasil, e de um painel da Câmara de Comércio de Cartagena sobre a atuação das film commissions.