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MARGS lança catálogo da exposição "André Severo — A onda de Gustave Courbet"

Evento no dia 24 de outubro inclui encontro com artista e curador da exposição

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A imagem mostra o interior de uma galeria de arte do MARGS. O ambiente é amplo, com paredes pintadas em um tom de verde-turquesa escuro e piso escuro, criando um contraste marcante com as obras expostas. arede esquerda, destaca-se uma grande pintura de dimensões monumentais, posicionada perpendicularmente à parede, em primeiro plano. A obra principal apresenta uma cena marítima dramática, com ondas agitadas, espuma branca e um céu composto por pinceladas expressivas em tons de azul, cinza, rosa e alaranjado. Ao longo das paredes do fundo e da direita há uma sequência de quadros retangulares emoldurados, aparentemente pertencentes à mesma série temática. As pinturas retratam paisagens marítimas ou costeiras, com predominância de azuis, brancos e cinzas. No centro da sala há um banco retangular de madeira escura, destinado à contemplação das obras. O teto é alto e revela parte da infraestrutura do edifício, incluindo dutos de ventilação metálicos aparentes e trilhos de iluminação. Não há visitantes visíveis no ambiente, o que transmite uma sensação de tranquilidade e foco nas obras.
Catálogo tem 288 páginas e é amplamente ilustrado com imagens da exposição e das mais de 80 pinturas - Foto: Anderson Astor/Divulgação MARGS
Por ASCOM MARGS / EDIÇÃO: ASCOM SEDAC

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), promove o lançamento do catálogo da exposição “André Severo — A onda de Gustave Courbet”.

O evento ocorre no dia 24 de outubro, às 10h30, e contará com um encontro com o artista André Severo e o curador Francisco Dalcol. Na ocasião, o catálogo estará sendo comercializado, por meio da Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS), pelo valor promocional de lançamento de R$ 80. Ocupando todo o 1º andar expositivo do MARGS, a exposição segue em exibição até o dia 15 de novembro.

O catálogo

Com 288 páginas, o catálogo da exposição “André Severo — A onda de Gustave Courbet” é um livro amplamente ilustrado com imagens da exposição e das mais de 80 pinturas de grandes dimensões apresentadas. A organização da publicação se orienta pela forma como a mostra se estruturou, destacando os trabalhos que estiveram em exibição e a dimensão instalativa que assumiram na concepção da expografia e sua espacialização nas galerias do MARGS.

O material complementa e expande a mostra ao trazer um caderno de imagens com todas as obras, além de textos ampliados e de convidados. Um extenso ensaio do artista André Severo e um texto ampliado do curador da mostra, Francisco Dalcol, são acompanhados de textos da curadora-assistente do MARGS, Cristina Barros, do crítico e curador Paulo Herkenhoff e dos artistas e pesquisadores Laura Cattani e Munir Klamt (do duo Ío).

A exposição

Ocupando todo o 1º andar com mais de 80 pinturas de grandes dimensões, a exposição “André Severo — A onda de Gustave Courbet” explora uma experiência sobre a pintura, sua história e atualidade ao apresentar o projeto em que o artista André Severo explora as relações do pintor francês Gustave Courbet com o pré-impressionismo do século 19, o expressionismo abstrato norte-americano dos anos 1940 e a pintura contemporânea.

A imagem mostra o interior de uma exposição de arte instalada no MARGS. O espaço é formado por um corredor amplo revestido por grandes painéis verdes, que funcionam como divisórias expositivas. Esses painéis criam percursos internos e servem de suporte para textos curatoriais e obras de arte. O piso é composto por um elaborado mosaico geométrico em tons de bege, marrom e preto, conferindo elegância ao ambiente. À esquerda, há um grande painel verde com extensos blocos de texto em branco, organizados em colunas, provavelmente contendo informações sobre a exposição, os artistas ou o contexto das obras. Ao fundo e nas paredes laterais, são visíveis diversas pinturas emolduradas, predominantemente em formato horizontal, aparentemente retratando paisagens ou cenas marítimas. No painel central, observa-se um conjunto de textos e uma obra de grande dimensão posicionada na altura dos olhos dos visitantes.
André Severo é um dos mais destacados artistas de sua geração, reconhecido pela densidade de sua produção - Foto: Anderson Astor/Divulgação MARGS

Intitulado “A onda/La vague”, o projeto consiste em uma investigação que envolve prática artística e pesquisa histórica. O trabalho de Severo envolve localizar as pinturas sobre ondas do mar feitas pelo pintor francês Gustave Courbet (França, 1819–1877) no século 19 e realizar a reprodução pictórica de cada uma em escala ampliada. 

As paisagens de ondas são uma série específica do pintor francês, realizada entre os anos 1860 e 1870 com o título “La vague” (a onda). Dedicadas ao mesmo tema — o mar agitado, a intensidade das ondas e o horizonte de um céu tempestuoso —, expressam a força bruta da natureza através de uma expressividade visual própria à construção material da pintura e à liberdade de criação do artista.

Severo iniciou o projeto ao ver nessas pinturas um ponto de inflexão da história da pintura, por serem distintas do realismo que notabilizou Courbet no século 19, antecipando um gestual matérico da arte moderna do século 20.

Desde 2021, Severo localizou mais de 80 pinturas em acervos de museus, coleções e casas de leilões pelo mundo e lançou-se a desvendar a elaboração de cada uma, explorando a sua recriação pictórica a partir de imagens de referência. O projeto ainda envolve um extenso ensaio reflexivo e teórico que o artista desenvolveu com a pesquisa prática e histórica. Nele, propõe repensar o lugar de Courbet na história da arte, problematizando a genealogia que identifica em artistas como William Turner, Édouard Manet e Paul Cézanne os principais marcos inaugurais da pintura moderna.

Ao ser apresentado pela primeira vez em um museu de arte na forma de uma exposição conceitualmente desafiadora e imaginativa, o projeto “A onda/La vague” ganha um contexto de leitura e de espessura histórica que lhe confere novas camadas e sentidos a partir do contato com o público. Além de proporcionar uma experiência sobre a história da pintura atravessada pelo fazer artístico e o seu pensamento, renovando o nível de leitura e compreensão de um artista do passado e sua repercussão no presente, instiga questões da história artística que seguem incidindo sobre a produção contemporânea, como as noções de original, modelo, réplica, reprodução, simulacro, influência, apropriação, citação e releitura.

André Severo (Porto Alegre, 1974) é um dos mais destacados artistas de sua geração, reconhecido pela densidade de sua produção e por importantes exposições e projetos no Brasil e no exterior como artista e curador. Seu trabalho se inicia em pintura no contexto da formação no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS - 1998), onde também fez mestrado (2007), passando a uma prática diversificada com instalação, performance, livro, fotografia, filme e vídeo, entre outros, além de processos experimentais relacionados a ações, deslocamentos e situações vivenciais. A exposição no MARGS marca a sua primeira individual no Museu — do qual passou a integrar o acervo em anos recentes —, sendo também a sua primeira grande monográfica institucional em Porto Alegre.

A imagem apresenta uma sala de exposição de arte ampla e alongada, organizada de forma a valorizar a contemplação das obras do MARGS. O espaço possui paredes em um tom intenso de verde-escuro, piso escuro e teto preto com trilhos de iluminação direcionada. Nas paredes laterais estão distribuídas diversas pinturas de grande formato, todas emolduradas e alinhadas em sequência. As obras retratam principalmente paisagens marítimas, com ondas agitadas, mares revoltos, montanhas e céus marcados por nuvens coloridas. Predominam tons de azul, branco, cinza, rosa e alaranjado, característicos de cenas costeiras sob diferentes condições de luz e clima. No centro da sala destaca-se uma grande pintura instalada perpendicularmente às paredes, funcionando como elemento focal da exposição. Ao fundo, outras telas de grandes dimensões ocupam toda a largura da parede, reforçando a sensação de imersão no tema das paisagens marítimas.
Paisagens de ondas são uma série específica do pintor francês, realizada entre os anos 1860 e 1870 - Foto: Anderson Astor/Divulgação MARGS

Com curadoria do diretor do MARGS, Francisco Dalcol, e realização do Núcleo de Curadoria, “André Severo — A onda de Gustave Courbet” dá sequência ao ciclo de mostras individuais inéditas de artistas que integram o acervo do Museu. A exposição integra o programa expositivo “Poéticas do agora”, voltado a produções atuais que investem na experimentação da linguagem e no aprofundamento conceitual.

O plano de recuperação do MARGS, exposições e atividades do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.  

Ficha técnica catálogo

“André Severo — A onda de Gustave Courbet”
(288 páginas, 23,5 cm x 17,5 cm, 2026, ISBN 978-65-86257-30-4 )
Editor
Francisco Dalcol
Coordenação e produção editorial  
Cristina Barros, curadora-assistente MARGS
Textos
André Severo, Cristina Barros, Francisco Dalcol, Laura Cattani, Munir Klamt e Paulo Herkenhoff
Projeto gráfico
Laura Caetano, Núcleo de Comunicação e Design MARGS
Revisão
Ana Chini, Núcleo de Curadoria e Programa Público MARGS
Carla Batista, Núcleo de Acervos e Pesquisa MARGS
Dery O’Hanna, Núcleo de Acervos e Pesquisa MARGS 
Tratamento de imagem
Anderson Astor  

Serviço

Lançamento do catálogo da exposição “André Severo — A onda de Gustave Courbet”
Quando:
24/10 (sábado), às 10h30
Onde: 1º andar do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre)
Evento gratuito. Os exemplares estarão à venda na ocasião por R$ 80 (valor promocional de lançamento)

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