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Legalidade estreia com teatro lotado

Sessão para convidados foi no São Pedro

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Sucesso na pré-estreia do filme Legalidade
Sucesso na pré-estreia do filme Legalidade
Por RAFAEL VARELA/ ASCOM SEDAC
O palco do Theatro São Pedro deu lugar à sétima arte, na noite de ontem (09/09). A recepção do público - que lotou plateia e camarotes - foi o termômetro do sucesso do filme Legalidade, dirigido pelo diretor do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), Zeca Brito, e que chega às telas de cinema na próxima quinta-feira (12/9).
 
 A cena cultural estava representada na pré-estreia. Artistas, críticos de arte, jornalistas e políticos – que viveram o início da década de 1960 na capital gaúcha ou que tem essas memórias muita vivas pela narrativa de parentes e amigos, se emocionaram ao revisitar um passado político nem tão distante assim.
 
Até o longa ser levado às telas de cinema foram sete anos de produção, cinco deles dedicados a pesquisa e a escrita do roteiro por Brito e Leo Garcia.  “O gosto da memória; o gosto do passado, que ficou na garganta de tanta gente; uma ferida que não cicatrizou; uma sombra. Acho que [exibir o filme] é poder dar luz a uma caverna, que tem muitas coisas pra nos ensinar”, disparou Zeca em entrevista para tevê momentos antes de o filme começar.
 
O longa-metragem recupera o movimento popular que ficou conhecido como Legalidade, quando o governador Leonel Brizola se encastelou por 14 dias no Palácio Piratini, transformando a sede do governo gaúcho em um centro de resistência para garantir a posse do então vice-presidente João Goulart. A ação se passa em agosto de 1961, quando o então presidente Jânio Quadros renunciou a presidência e os militares deram início a negociações para impedir a posse do vice.
 
O personagem de Leonel Brizola é interpretado pelo ator Leonardo Machado, que morreu em setembro de 2018, vítima de um câncer agressivo – um mês após sua última participação como apresentador oficial do Festival de Cinema de Gramado. Ele deu voz à cerimônia do festival por oito anos. Ontem, recebeu homenagem no palco de Zeca e da produção do longa. Legalidade foi o último filme de Leonardo.
 
                           
 
   Sinopse   
                                     
Legalidade entrelaça um triângulo amoroso fictício com o pano de fundo real da Legalidade – movimento liderado por um então jovem governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, no fim de agosto e início de setembro de 1961 para impedir uma tentativa de golpe militar.
 
Durante 14 dias, Brizola tenta organizar um movimento de resistência de dentro do Palácio Piratini, conclamando a população pelas ondas da rádio Guaíba. O filme enfoca as narrativas paralelas de dois irmãos disputando a mesma mulher. Fernando Alves Pinto vive o antropólogo e amigo de Brizola, Luis Carlos – rival do irmão jornalista Tonho (José Henrique Ligabue) nas atenções da correspondente internacional do Washington Post Cecília, interpretada por Cleo Pires.
                                     
                                
Sessão de cinema
Legalidade entra em cartaz nesta quinta-feira (12/9), na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim (Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736). As sessões serão 14h15 e 19h. Sexta (13/9) tem debate com Zeca Brito e equipe na sessão das 19h.
 
 
Secretaria da Cultura