Curso "Saberes e Memórias: interlocução museu-aldeias"
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O Museu de História Julio de Castilhos, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e sua Associação de Amigos (AJUC), informam que está fechada a lista com os inscritos no curso "Saberes e Memórias: interlocução museu-aldeias": são 25 jovens indígenas, de 18 a 35 anos.
Provenientes de 10 aldeias localizadas nos municípios de Barra do Ribeiro, Cachoeirinha, Porto Alegre, São Leopoldo e Viamão, cinco jovens são Kaingangs e cinco Mbyá-Guaranis, os dois povos indígenas mais populosos do Rio Grande do Sul.
As aldeias Kaingangs ficam em São Leopoldo, a Por Fi Ga; e em Porto Alegre: aldeia Van Ka, no bairro Lami, aldeia Fag Nihn, no bairro Lomba do Pinheiro, aldeia Gãh Ré, no bairro Morro Santana, e aldeia Tupë Pën, no Morro do Osso. O povo Mbyá-Guarani reside em Barra do Ribeiro, aldeia Tekoá Nhu’u Poty; em Viamão, a Tekoá Nhe’engatu e a aldeia Cantagalo; em Cachoeirinha, a Tekoá Karandaty; e em Porto Alegre, a Tekoá Ka’aguy Marae’y, no bairro Agronomia.
O primeiro módulo do projeto terá início em outubro, nos dias 14, 15, 16 e 17, no Museu de História Julio de Castilhos e espaços de memória da capital, com aulas sobre museus, patrimônio, conservação, exposições e mediação. A presença dos indígenas irá qualificar o trabalho do Museu Julio, que tem em uma de suas principais exposições, Memória e Resistência, o foco nessa temática.
Os jovens terão uma formação qualificada, que poderá favorecer iniciativas que valorizam a cultura, as tradições e os patrimônios indígenas, fortalecendo as comunidades e os modos de vida indígenas e gerando opções de renda.
Esse projeto conta com recursos da Lei Paulo Gustavo (Ministério da Cultura e Governo do Estado do Rio Grande do Sul).