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Troféu Eva Sopher homenageia dez personalidades que impulsionam a cena cultural de Porto Alegre

Cerimônia será realizada nesta quinta-feira (29), no Teatro Simões Lopes Neto, e terá performances musicais de artistas gaúchas

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A imagem mostra um grupo de dez pessoas distribuídas entre as fileiras de assentos vermelhos de um auditório ou teatro. As pessoas estão sentadas em diferentes alturas da plateia, ocupando algumas poltronas espaçadas entre si, enquanto a maior parte dos assentos permanece vazia.
Premiação passa por mudanças em 2026: pela primeira vez serão homenageadas somente pessoas físicas - Foto: Lars Erick/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO: ASCOM SEDAC

O Troféu Eva Sopher chega à nona edição reconhecendo dez personalidades que contribuem para movimentar e fortalecer a cultura de Porto Alegre. Criado em 2018, ano do falecimento de Eva Sopher, o prêmio presta homenagem à trajetória da empreendedora cultural que esteve à frente do Theatro São Pedro por mais de 40 anos e foi responsável pela idealização do complexo cultural que hoje leva seu nome, o Multipalco Eva Sopher.

A cerimônia de premiação ocorre nesta quinta-feira (29/10), às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto. O encontro será aberto ao público e terá entrada gratuita. Além da entrega dos troféus, a noite contará com performances musicais de três duplas formadas por mulheres. Kiti Santos e Marisa Rotenberg apresentarão trechos do espetáculo “Aos trancos e barrancos”. Adriana Deffenti e Bruna Paulin levarão ao palco parte do baile-show da Banda das Ovelhas Desgarradas, reunindo hits nacionais e internacionais. Já Simone Rasslan e Madalena Rasslan apresentarão o repertório do espetáculo “Casa”, em uma performance sensível que une mãe e filha.

Premiados

A premiação foi criada para valorizar pessoas e instituições que, assim como Dona Eva, têm papel importante na projeção e na manutenção da cena cultural gaúcha. Os homenageados deste ano são a artista e gestora cultural Adriana Boff, os diretores teatrais Dilmar Messias, Jezebel de Carli e Patricia Fagundes, o historiador Francisco Marshall, os jornalistas Juarez Fonseca e Juliana Bublitz, a cantora e compositora Loma Solaris, e os professores Luís Augusto Fischer e Ricardo Barberena.

“São pessoas de diferentes áreas de atuação que movimentam a cultura de Porto Alegre e fazem a diferença na cena artística da nossa cidade”, destaca Luciano Alabarse, presidente da Fundação Theatro São Pedro.

Promovido pela Fundação Theatro São Pedro, o troféu passa por uma mudança em 2026: pela primeira vez, serão homenageadas exclusivamente pessoas físicas. O objetivo é valorizar individualmente artistas, pesquisadores, educadores, comunicadores e agentes culturais que, em suas áreas de atuação, contribuem para a produção, a difusão, a preservação e o fortalecimento da cultura.

O número de escolhidos também dobrou em relação às edições anteriores, quando eram reconhecidos cinco nomes entre pessoas e instituições. Segundo Alabarse, “a ampliação do número de homenageados também permite contemplar uma maior diversidade de linguagens, campos de atuação e trajetórias, conferindo maior abrangência ao reconhecimento institucional”. O troféu entregue aos homenageados é uma obra do artista plástico Vinícius Vieira, que confecciona a peça desde a primeira edição.

A imagem mostra um grupo de dez pessoas posando no palco de um teatro ou auditório. O grupo está organizado em duas fileiras: cinco pessoas estão sentadas em cadeiras na parte da frente e cinco permanecem em pé logo atrás. O palco possui piso de madeira escura e, ao fundo, é possível ver a plateia com diversas poltronas vermelhas desfocadas pela profundidade de campo da fotografia. A iluminação é concentrada sobre o grupo, destacando as pessoas em contraste com o ambiente mais escuro ao redor. As pessoas usam roupas variadas, predominantemente em tons escuros, com alguns destaques em cores claras. Entre os acessórios visíveis estão óculos, um chapéu tipo boina e uma gravata listrada. A composição é simétrica e bem organizada, sugerindo um retrato coletivo formal realizado em um espaço cultural.
Entre os homenageados deste ano estão artistas, gestores culturais, jornalistas e professores - Foto: Lars Erick/Divulgação TSP

Saiba mais sobre os homenageados de 2026

Adriana Boff é artista, gestora cultural e pesquisadora. Mestra em Museologia e Patrimônio pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), dirige três equipamentos da Secretaria da Cultura (Sedac): o Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC RS), o Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi) e o Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE). Sua gestão à frente do MAC RS destacou-se pelo marco histórico da inauguração da sede própria da instituição, no 4º Distrito, em 2025, além do desenvolvimento de projetos educativos reconhecidos com o “Prêmio Açorianos de Artes Plásticas”. Atuando no campo das artes visuais desde 1997, acumula sólida experiência na Fundação Iberê Camargo (2000–2016) e na coordenação de artes plásticas da Prefeitura de Porto Alegre (2017–2021). Como artista, dedicou-se à pesquisa da fotografia pinhole, integrando o coletivo Clube da Lata.

Dilmar Messias é diretor de teatro, circo, dança e ópera com mais de 60 anos de atividade artística e a direção de mais de 60 espetáculos, tendo conquistado prêmios e indicações em diversas localidades do país. Seu livro “Pão e Circo - textos, roteiros e argumentos para o picadeiro” recebeu o “Prêmio Livro do Ano”, conferido pela Associação Gaúcha dos Escritores (AGES), em 2015. Recebeu também o “Prêmio Tibicuera de Dramaturgia” (2006) da Secretaria de Cultura de Porto Alegre pelo texto “O Hipnotizador de Jacarés”. Dirigiu o Instituto Estadual de Artes Cênicas (de 1987 a 1991), presidiu o Sindicato dos Artistas (SATED/RS - 1999 a 2003) e a Casa do Artista Riograndense (2001 a 2003), além de ter atuado como conselheiro titular do Conselho Nacional de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (2000 a 2006). Iniciou sua atuação na Direção Artística da Fundação Theatro São Pedro em 2015.

Francisco Marshall é historiador e arqueólogo, além de professor titular da UFRGS, onde dirige, desde 2024, o Instituto Latino Americano de Estudos Avançados (ILEA). Em 2005, inaugurou o Instituto de Arte e Humanismo - StudioClio, que por 15 anos foi vanguarda na promoção de diversas iniciativas culturais em Porto Alegre. Também se dedica à criação e à performance de música de concerto ao piano, em apresentações que combinam arte e humanismo. Em 2025, criou e dirigiu o espetáculo “A voz da Ninfa”, no Cemitério da Santa Casa, sua primeira obra dramática. É autor do premiado livro “Édipo Tirano, a tragédia do saber”, articulista e conferencista consagrado.

Jezebel De Carli é formada pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da mesma instituição. Vem atuando como docente, atriz e encenadora desde 1989. Fez parte do grupo TEAR, dirigido pela encenadora Maria Helena Lopes, cujos processos influenciaram seu percurso profissional. É professora do curso de graduação em Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) desde a sua fundação, em 2001. Esteve à frente da Santa Estação Cia de Teatro entre 2003 e 2010. Atualmente, integra o Coletivo Errática, com o qual desenvolve uma pesquisa continuada de linguagem focada em processos colaborativos de criação, dramaturgia autoral e transcriações de obras dramatúrgicas. Ao longo de sua trajetória, dirigiu espetáculos como “Parada 400” e “Ramal 340”, pelos quais recebeu prêmios de melhor direção. Alcançou visibilidade nacional e internacional com a encenação do espetáculo “BR-TRANS”, solo do ator cearense Silvero Pereira.

Juarez Fonseca é jornalista desde 1970. Atuou em diversos veículos, principalmente no jornal Zero Hora, como crítico de música, editor de cultura e colunista. Também foi comentarista na Rádio Gaúcha, na RBS TV e na TVE. Produziu vários discos, entre eles o hoje histórico “LP Paralelo 30”. É autor de livros como “Ora Bolas – O humor de Mario Quintana”; “Gildo de Freitas”, o “Rei dos Trovadores”; e dos volumes de entrevistas “Aquarela Brasileira (anos 1970 e 80)” e “Gilberto Gil – O tempo é o nada que é tudo”. Integrou o Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas, foi coordenador de Música da Secretaria da Cultura de Porto Alegre e membro do Conselho Estadual de Cultura. Atua como jurado dos principais festivais do país e já integrou comissões de seleção do Itaú Cultural, do Natural Musical, do “Projeto Pixinguinha”, entre outros. Em 2023, foi um dos quatro homenageados do “Prêmio Profissionais da Música”, em Brasília.

Juliana Bublitz é jornalista, comunicadora do Grupo RBS, colunista de Zero Hora e GZH e apresentadora do programa Paralelas. Tem forte atuação nas áreas de arte e cultura, destacando e apoiando talentos gaúchos. É doutora em História Social e mestre em Desenvolvimento Regional. Atua no jornalismo há mais de 25 anos. Nesse período, acumula mais de 30 prêmios e distinções, incluindo a “Comenda Rui Barbosa”, concedida a jornalistas com relevantes serviços prestados em favor do interesse público, e o “Troféu Amigo do Livro”, pelo apoio à literatura e à disseminação da leitura no Rio Grande do Sul.

Loma Solaris iniciou sua carreira com o Grupo Pentagrama, de Ivaldo Roque e Jerônimo Jardim. Alicerçou sua trajetória artística nos festivais de música gaúchos, como a “Califórnia da Canção Nativa”, de Uruguaiana. Participou da maioria dos festivais produzidos no Rio Grande do Sul e recebeu várias premiações também como intérprete. Em 1980, foi eleita por críticos de música como a melhor cantora da década. Pelo LP “Um Mate Por Ti”, foi indicada ao “Prêmio Nacional Sharp de Música”, concorrendo na modalidade cantora regional com Margareth Menezes e Elba Ramalho. Em 1999, com o CD “Além Fronteiras”, conquistou três troféus no “Prêmio Açorianos de Música”, um deles pelo conjunto de sua obra. Em 2025, representando a região Sul, recebeu em Brasília troféus de melhor cantora e de criação no “8º Prêmio Profissionais da Música”. Recentemente, lançou o álbum “Loma Solaris”, que traz letras, melodias e ritmos que transitam pelo cancioneiro nativista, litorâneo, Música Popular Gaúcha (MPG) e pela arte negra do Sul.

Luís Augusto Fischer é formado em Letras e mestre e doutor em Literatura Brasileira. Foi professor de ensino médio por oito anos e é professor do Instituto de Letras da UFRGS desde 1984. Atuou como coordenador na Secretaria de Cultura de Porto Alegre entre 1993 e 1996. É autor de diversos livros de crítica literária e narrativa ficcional, entre eles o “Dicionário de porto-alegrês”. É fundador do Sarau Elétrico, que completou 27 anos de atividade, e também fundador e editor da revista digital “Parêntese”, do grupo Matinal.

Patricia Fagundes é encenadora, pesquisadora, dramaturgista e produtora, além de docente no Departamento de Arte Dramática e na Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS. Fez doutorado em Madrid e mestrado em Londres, mas seu objetivo sempre foi viver e trabalhar em Porto Alegre, cidade onde nasceu. Na capital gaúcha, fundou a Cia Rústica, núcleo de criação cênica com 22 anos de trajetória, com o qual recebeu vários troféus e indicações, como os prêmios Açorianos e Braskem, nas categorias de melhor direção e espetáculo. É uma das fundadoras da Zona Cultural, espaço cultural localizado  entre o Centro Histórico e o 4º Distrito.

Ricardo Barberena é professor titular da Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), diretor do Instituto de Cultura da PUCRS e coordenador executivo do Delfos/Centro de Memória e Documentação da mesma instituição. Possui graduação, doutorado e pós-doutorado em Letras pela UFRGS. Atua como professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, com ênfase em Literatura Brasileira Contemporânea. Já orientou mais de 40 mestrados e mais de 25 doutorados. Nos últimos 20 anos, organizou e participou de mais 600 eventos científicos e culturais, publicou mais de 30 artigos nacionais e internacionais e organizou mais de 20 livros científicos. Ministrou cursos e palestras em diversas universidades internacionais, como Sorbonne, Oxford e Georgetown. Criou o Mérito Cultural PUCRS, homenagem já entregue para Fernanda Montenegro, Maria Bethânia, Lima Duarte, Alcione, Alceu Valença, Martinho da Vila, Tony Ramos e Fafá de Belém.

Serviço

Cerimônia de premiação do Troféu Eva Sopher
Quando: Quinta-feira (29/10), às 20h
Onde: Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico de Porto Alegre)
Entrada gratuita

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