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Luciara Batista e Guaíra Soares cantam sambas gaúchos em show inédito em Porto Alegre

Cantoras dividem o palco do Teatro Oficina Olga Reverbel na sexta (25), às 19h

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A imagem é uma montagem com três fotografias de Horacina Corrêa com figurinos inspirados na estética árabe e oriental. À esquerda, ela usa um conjunto azul-claro brilhante, com top de mangas curtas e saia longa com abertura lateral, além de acessórios na cabeça; ao fundo, aparece parcialmente uma pessoa usando chapéu. No centro, Horacina veste um conjunto em tons de vinho e branco, com top de mangas transparentes, detalhes dourados e saia longa aberta na frente, complementado por adornos no cabelo. À direita, a mulher sorri e faz um gesto com as mãos, usando um longo vestido de veludo vinho, com detalhes decorativos no busto e acessórios na cabeça. As três imagens são separadas por faixas diagonais brancas.
Projeto foi inspirado na trajetória pioneira da artista porto-alegrense Horacina Corrêa, nome que brilhou na “Era do Rádio” - Foto: Acervo Marcello Campos/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

Duas vozes do samba produzido no Rio Grande do Sul, as cantoras e compositoras Luciara Batista e Guaíra Soares estarão juntas no palco do Teatro Oficina Olga Reverbel na sexta-feira (25/9), às 19h, com o show inédito “Raízes”. A apresentação faz parte da programação do “Horacina Corrêa convida – Uma voz abre caminho para outras vozes”, projeto que reúne diferentes gerações de artistas negras do Estado para celebrar a representatividade, o fortalecimento da cena cultural gaúcha e a troca de experiências entre gerações.

No palco, Luciara resgata a memória das rodas de samba e sua trajetória na comunidade de Niterói. Ao seu lado, Guaíra, idealizadora da Associação de Sambistas Compositores Gaúchos, apresenta repertório autoral, abordando temas como cotidiano, afeto e resistência, com interpretações que exaltam o protagonismo feminino em um espaço historicamente marcado pela presença masculina. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 40, à venda no site www.theatrosaopedro.rs.gov.br e na bilheteria do Multipalco Eva Sopher.

O projeto

Idealizado pelo diretor de Cultura Afro-Brasileira, Inclusão e Territorialidades da Fundação Theatro São Pedro, Álvaro RosaCosta, o projeto foi inspirado na trajetória pioneira da artista porto-alegrense Horacina Corrêa, nome que brilhou na “Era do Rádio”, mas que acabou sendo quase esquecido na atualidade. A cada edição, uma artista com trajetória já consolidada convida outra musicista para participar de um show exclusivo. Os próximos dois encontros já estão confirmados: em 2 de outubro, Cristal convida Pâmela Amaro; e no dia 30 de outubro, Loma Solaris dará espaço à cantora Stephanie Soeiro e à violonista Vitória Pereira.

Quem foi Horacina Corrêa

Horacina Corrêa ocupa um lugar importante na história da música popular brasileira e da cultura gaúcha. Nascida em Porto Alegre, em 11 de outubro de 1913, na então Colônia Africana (atual região do bairro Bom Fim), iniciou sua trajetória artística muito jovem e tornou-se uma das primeiras grandes estrelas da música popular do Rio Grande do Sul (RS).

Dona de voz aguda, afinada e dicção impecável, destacou-se desde o início dos anos 1930 como solista do tradicional Bloco dos Turunas. Sua presença nos palcos e nas festas populares lhe rendeu o título de Rainha da Folia de 1931. Conhecida como "Patativa do Sul" e "Voz Morena da Cidade", foi uma das protagonistas da expansão do rádio no Rio Grande do Sul. Em um período em que os elencos artísticos eram predominantemente masculinos e brancos, destacou-se como uma das poucas artistas negras a conquistar espaço nas rádios Difusora, Gaúcha e Farroupilha.

Em 1938, protagonizou um marco histórico ao gravar, em Buenos Aires, o samba gaúcho “Alto da Bronze”, de Paulo Coelho e Plauto de Azambuja Soares (Foquinha), tornando-se a primeira cantora do RS a realizar uma gravação fonográfica nos padrões industriais da época. Ao longo das décadas de 1940 e 1950, viajou para vários países, gravando discos no Brasil, Argentina, Itália e Suécia. Sua discografia reúne sambas, marchinhas, valsas, tangos e canções populares brasileiras, registradas por diversas gravadoras.

Enfrentou perdas, recomeços e desafios que poderiam ter encerrado qualquer carreira, mas Horacina seguiu cantando. Depois de uma gravação realizada na Escandinávia, em 1962, os registros sobre sua vida praticamente desapareceram. Seu paradeiro e a data de sua morte permanecem desconhecidos, transformando uma das artistas mais importantes de sua geração em um dos grandes mistérios da música brasileira. 

Atualmente, pesquisadores como Marcello Campos e Irene Santos vêm resgatando sua memória, reafirmando seu papel fundamental na consolidação da música gaúcha e na projeção da cultura brasileira no exterior.

A imagem mostra as cantoras Luciara Batista e Guaíra Soares sorrindo e posando lado a lado em um ambiente de palco. À esquerda, Luciara usa roupa preta de mangas longas e um lenço grande em tons de bege, rosa e vermelho, com estampas geométricas; ela tem cabelos crespos volumosos. À direita, Guaíra usa uma peça de roupa em tons de marrom e branco, com textura semelhante a pele animal e acabamento de pelo nas bordas, além de colares longos, brincos grandes e cabelos trançados. Ao fundo, há um banner com a fotografia de uma mulher e elementos gráficos, parcialmente visíveis, além de um piano à esquerda.
Luciara Batista e Guaíra Soares estarão juntas no palco do Teatro Oficina Olga Reverbel com o show inédito “Raízes” - Foto: Lars Erick/Divulgação TSP

Serviço

Horacina Corrêa convida – Uma voz abre caminho para outras vozes
Luciara Batista convida Guaíra Soares
Quando:
25/9, às 19h
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico de Porto Alegre)

Ingressos - R$ 20 (meia-entrada) e R$ 40 (inteira)
Pontos de venda - On-line
Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: Terça a domingo, das 16h às 18h (nos dias de espetáculo, o funcionamento é estendido até às 20h)

Acessibilidade: Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial, que podem ser solicitados na bilheteria do Multipalco Eva Sopher.

Próximas edições
Sempre às sextas-feiras, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel

Dia 2 de outubro: Cristal convida Pâmela Amaro
Dia 30 de outubro: Loma Solaris convida Stephanie Soeiro e a violonista Vitória Pereira

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