Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da

Cultura

Início do conteúdo

Espetáculo inédito de Larissa Sanguiné, “Clarividências” mostra busca da ancestralidade latino-americana

Montagem teatral estreia neste sábado (7), no Teatro Oficina Olga Reverbel, localizado no Multipalco Eva Sopher

Publicação:

Fotografia horizontal em preto e branco, com muita sombra e fundo escuro. No centro, uma mulher de cabelo curto e cacheado olha séria para o lado esquerdo. Ela usa longos fios de pérolas sobre uma blusa de crochê claro, coberta por um casaquinho leve e translúcido. Em primeiro plano, à esquerda, um braço envolto em uma manga de tricô vazado, de trama aberta, atravessa a imagem na diagonal, com a mão aberta e a palma voltada para baixo. À direita, a silhueta quase totalmente escura de outra pessoa estende a mão aberta perto da cabeça da mulher, como se fosse tocar seu cabelo.
Apresentação compõe a programação do "Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha", projeto fomentado no Multipalco Eva Sopher - Foto: Victória Sanguiné/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO: ASCOM SEDAC

O espetáculo “Clarividências” estreia neste sábado (7/11), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel. A montagem inédita, com direção-geral e atuação de Larissa Sanguiné e direção de cena de Victória Sanguiné, também tem no elenco Grazi Silveira e Lisi Medeiros. A apresentação faz parte do “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”, projeto do Multipalco Eva Sopher que celebra a força criativa e artística das mulheres do Rio Grande do Sul. O Multipalco integra a Fundação Theatro São Pedro, vinculada à Secretaria da Cultura (Sedac). Os ingressos estão esgotados.

No palco, as três atrizes se encontram em uma casa efêmera, incorpórea e improvável, onde memórias e fantasmas de outras mulheres e de seus medos ainda ecoam. Esses espíritos compartilham aprendizados de sobrevivência, celebração e dignidade através dos tempos. Em meio à incerteza da vida – numa mescla de memória individual, familiar, coletiva e fictícia –, o espetáculo coloca em evidência a busca feminina incessante pela sua ancestralidade. A dramaturgia, assinada por Larissa e Victória, usou como base de pesquisa e inspiração o livro “A Casa dos Espíritos”, da escritora chilena Isabel Allende, com o objetivo de discutir e performar a condição das mulheres latino-americanas. 

Fotografia vertical em preto e branco, com fundo escuro e forte contraste de luz e sombra. Em primeiro plano, um braço atravessa a parte superior da imagem e termina em uma mão que pende para baixo, com os dedos unidos, como se deixasse cair algo. Logo abaixo, outro braço, coberto por uma manga de tricô vazado, se estende para a frente com a mão aberta, da qual pende um pequeno cacho de contas. Ao fundo, uma mulher de cabelo cacheado esconde o rosto atrás do próprio punho fechado, que tem uma pulseira de contas escuras e um punho de renda. Ela usa colares de pérolas e uma saia longa e clara. Atrás dela, pilhas de livros antigos se amontoam no chão, e na parede há uma moldura.
A dramaturgia usou como base de pesquisa e inspiração o livro “A Casa dos Espíritos”, da escritora chilena Isabel Allende - Foto: Victória Sanguiné/Divulgação TSP
A composição do elenco, com atrizes de diferentes gerações, foi essencial para a concepção da montagem. “Para falar sobre ancestralidade, consideramos fundamental reunir atrizes com idade entre 40 e 50 anos. Ao mesmo tempo, a troca geracional também ajudou na direção de cena”, explica Larissa, se referindo à filha Victória, sua parceira no Coletivo Quântico. “Penso que é muito potente em ‘Clarividências’ a relação familiar e a realização em colaboração com o grupo Oazes, que são artistas que carregam memórias da sua ancestralidade e da latino-americanidade”, reflete Larissa.

Larissa Sanguiné é atriz, coreógrafa e educadora. Desde 2010, atua na Casa de Teatro de Porto Alegre, onde coordena cursos para adolescentes. Formada pela UERGS e pelo Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA), alia dança e performance em suas criações e atuações. Também desenvolve pesquisas na área da palhaçaria, ministrando oficinas e performances voltadas à ampliação da disponibilidade cênica dos intérpretes. Junto a Victória Sanguiné, é co-fundadora do Coletivo Quântico, criado em 2014 para promover projetos de pesquisa cênica sob perspectivas de discursos feministas.

Próximos espetáculos 

O projeto “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha” conta com uma programação especial que destaca a trajetória e a obra de nove importantes diretoras do Rio Grande do Sul: Adriane Mottola, Camila Bauer, Carlota Albuquerque, Deborah Finocchiaro, Inês Marocco, Jezebel De Carli, Juliana Barros, Larissa Sanguiné e Patricia Fagundes. A agenda inclui apresentações de um espetáculo que cada uma dessas artistas homenageadas dirige, levando para os palcos do Multipalco Eva Sopher montagens que trazem temáticas urgentes e contemporâneas, além de movimentar outros seis espaços da capital gaúcha com diferentes ações conduzidas por elas.

A programação teve início em junho e ainda receberá apresentações de outras três produções até o fim deste ano. No dia 29 de novembro, haverá a estreia de “Ainda Troia – convém se proteger do sol”, de Jezebel De Carli, do Coletivo Errática. Depois, no dia 1º de dezembro, o público poderá conferir “Sambaracotu”, espetáculo de dança urbana contaminado por sonoridades brasileiras, com provocações coreográficas e pesquisa de movimento de Carlota Albuquerque. O encerramento do projeto será no dia 12 de dezembro, com sessão de “Anfíbios – Processo Dramatúrgico”, de Camila Bauer, do Coletivo Gompa.

Sobre o Banrisul

Há quase 100 anos presente no cotidiano de milhões de gaúchas e gaúchos, o Banrisul reconhece na cultura uma forma autêntica e duradoura de diálogo com as pessoas, capaz de compartilhar valores, ampliar horizontes e fortalecer o sentimento de pertencimento de um Rio Grande do Sul plural, em suas diversas manifestações culturais. Por essa razão, o Banrisul tem o orgulho de patrocinar as atividades no Teatro Simões Lopes Neto, um espaço que articula criação e encontro. O banco também apoia o importante projeto “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”, iniciativa que valoriza o protagonismo feminino nas artes cênicas e contribui para que a cena gaúcha siga pulsando, com mais diversidade, presença e futuro.

Serviço

“Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha” apresenta espetáculo teatral “Clarividências”, de Larissa Sanguiné, do Coletivo Quântico
Quando: Sábado (7/11), às 19h
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1.089, Centro Histórico de Porto Alegre)
Ingressos esgotados
Acessibilidade: Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial

Agenda do projeto “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”

29 de novembro (domingo), às 19h, no Teatro Simões Lopes Neto: “Ainda Troia – convém se proteger do sol”, de Jezebel De Carli, do Coletivo Errática
1º de dezembro (terça-feira), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel: “Sambaracotu”, de Carlota Albuquerque, da Terpsí Teatro de Dança
12 de dezembro (sábado), às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto: “Anfíbios – Processo Dramatúrgico”, de Camila Bauer, do Coletivo Gompa

Secretaria da Cultura