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Clássico de Chico Buarque, “Os Saltimbancos” ganha versão contemporânea no palco do Teatro Simões Lopes Neto

Espetáculo musical com dramaturgia e direção de Juliana Barros integra a programação do projeto Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha

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A imagem mostra quatro atores em cena, durante uma apresentação teatral ou musical, diante de um fundo preto. À esquerda, um homem usa chapéu, jaqueta de couro marrom, camisa escura e uma longa echarpe vermelha, segurando um microfone. Ao centro, uma pessoa com peruca branca volumosa e maquiagem marcante canta ao microfone, vestindo uma roupa branca com detalhes azuis e vermelhos. Ao fundo, outra pessoa aparece sentada, parcialmente encoberta, também segurando um microfone. À direita, uma mulher de cabelos escuros e cacheados, com mechas avermelhadas, sorri e se movimenta durante a apresentação. A iluminação destaca os artistas e cria um clima de espetáculo no palco.
Em cena, artistas esquecidos pelo algoritmo se encontram em um teatro abandonado durante uma noite de apagão mundial - Foto: Diogo Vaz/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

Espetáculo musical livremente inspirado na obra “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque, “DDD Saltimbancos — DISCO/nectados, DESCartados, DIZsonantes” terá única apresentação no Teatro Simões Lopes Neto, no dia 10 de outubro (sábado), às 20h. A montagem, com dramaturgia original de Juliana Barros, propõe uma reflexão sobre apagamento, pertencimento e resistência.

A sessão integra a programação do “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”, projeto do Multipalco Eva Sopher que celebra a força criativa e artística das mulheres do Rio Grande do Sul. Os ingressos têm preços populares, com valores entre R$ 20 e R$ 40, à venda pelo site www.theatrosaopedro.rs.gov.br e na bilheteria do complexo cultural.

Em cena, artistas esquecidos pelo algoritmo se encontram em um teatro abandonado durante uma noite de apagão mundial. A ausência das telas, dos registros e dos aplausos inaugura um estado de suspensão, no qual o que resta é a presença física, o som produzido ao vivo e a possibilidade de encontro.

A encenação articula teatro e música como pilares estruturantes. A trilha sonora é executada ao vivo e construída a partir de uma mistura de referências da música popular brasileira, soul, pop e rock, com canções autorais criadas para o espetáculo – a música atua como motor dramatúrgico da obra. 

A imagem mostra seis atores no palco de um teatro, posicionadas lado a lado diante de um cenário escuro. Ao centro, há uma mulher com cabelos longos, usando roupa preta e vermelha, ao lado de um homem com jaqueta colorida e brilhante. À esquerda, três pessoas usam roupas em tons de marrom e cinza; uma delas veste chapéu e jaqueta de couro. À direita, outra pessoa usa roupa cinza. O palco tem grandes estruturas de madeira e escadas ao fundo, além de caixas e plataformas pretas no primeiro plano. Há objetos e folhas de papel espalhados pelo chão, e a iluminação concentra-se sobre os artistas.
Trilha sonora é executada ao vivo e construída a partir de uma mistura de referências da música popular brasileira - Foto: Tom Peres/Divulgação TSP

A direção musical e arranjos são de Everton Rodrigues, e a direção de movimentos é de Angela Spiazzi. O elenco é composto por atores e cantores. Entre eles Ana Kerwaldt, Elison Couto, Everton Barreto, Giovana Lo Iacono, Fernanda Pedroso e João Pedro Monteiro.

Diretora homenageada

Juliana Barros é produtora cultural, atriz e jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além de diretora e autora teatral. Atua desde a década de 1990 no setor cultural, sendo reconhecida com os prêmios Tibicuera de melhor atriz, melhor atriz coadjuvante e melhor produção, e com os prêmios Açorianos de melhor produção e melhor atriz coadjuvante, além de indicações como diretora e dramaturga. Também é autora e diretora dos espetáculos “Terapia de Casal, Uma Comédia em Crise”, do musical infantil “Adivinha o que é”, além de “Terapia Colorida”, que integrou o projeto “Educar Colorido”. 

Desenvolve um trabalho ininterrupto desde 2006, nas áreas da produção cultural e corporativa, através da Top Agência Produtora. Desde 2025, é também proprietária e gestora do Galpão Floresta Cultural, espaço cultural de Porto Alegre, idealizado por ela junto com os artistas Álvaro RosaCosta, Simone Rasslan e Carlota Albuquerque.

Projeto Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha

O projeto conta com uma programação especial que destaca a trajetória e a obra de nove importantes diretoras do Estado: Adriane Mottola, Camila Bauer, Carlota Albuquerque, Deborah Finocchiaro, Inês Marocco, Jezebel De Carli, Juliana Barros, Larissa Sanguiné e Patricia Fagundes. A agenda inclui apresentações de um espetáculo dirigido por cada uma dessas artistas homenageadas, levando para os palcos do Multipalco Eva Sopher montagens que trazem temáticas urgentes e contemporâneas, além de movimentar outros seis espaços da capital gaúcha com diferentes ações conduzidas por elas. A programação teve início em junho e ainda receberá apresentações de outras cinco produções até o final deste ano. 

A imagem mostra uma cena de palco com iluminação quente, em tons alaranjados e dourados, sobre um fundo escuro. Em primeiro plano, à direita, há uma pessoa usando um vestido longo e brilhante com lantejoulas multicoloridas, formando faixas verticais em tons de verde, azul, dourado e outras cores. A roupa possui mangas compridas e decote em "V". Também são visíveis brincos grandes e maquiagem destacada. À esquerda, há outra pessoa vestindo um corpete vermelho e preto, combinado com uma peça preta transparente sobre os ombros e meias escuras. A pessoa está ligeiramente atrás da figura em primeiro plano. Entre as duas, mais ao fundo, aparece uma terceira pessoa usando uma jaqueta de aparência metálica ou brilhante em tom cinza-prateado. O cenário é escuro, sugerindo um teatro, auditório ou espaço de apresentações. A iluminação direcionada destaca os figurinos e os rostos das pessoas, criando forte contraste com o fundo preto. Não há objetos de cenário claramente identificáveis nem textos visíveis na imagem.
Encenação articula teatro e música como pilares estruturantes - Foto: Tom Peres/Divulgação TSP

Serviço

Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha apresenta
DDD Saltimbancos — DISCO/nectados, DESCartados, DIZsonantes, de Juliana Barros
Quando:
10 de outubro (sábado), às 20h
Onde: Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089, Centro Histórico de Porto Alegre)

Ingressos
Galeria:
R$ 20 (inteiro) e R$ 10 (meia-entrada)
Balcões Inferiores: R$ 20 (inteiro) e R$ 10 (meia-entrada)
Plateia Alta: R$ 30 (inteiro) e R$ 15 (meia-entrada)
Plateia Baixa: R$ 40 (inteiro) e R$ 20 (meia-entrada)

Pontos de venda - On-line
Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: Terça a domingo, das 16h às 18h (nos dias de espetáculo, o funcionamento é estendido até às 20h)

Acessibilidade: Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial

Classificação indicativa: 12 anos 
Duração: 70 minutos

Agenda dos próximos espetáculos do projeto Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha

- Dia 24 de outubro (sábado), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel: “Mritak – A Comédia da Vida”, de Adriane Mottola, Cia Stravaganza - Ingressos esgotados
- Dia 7 de novembro (sábado), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel: “Clarividências”, de Larissa Sanguiné, do Coletivo Quântico
- Dias 28 e 29 de novembro (sábado e domingo), às 20h e 18h, no Teatro Simões Lopes Neto: “Ainda Troia - convém se proteger do sol”, de Jezebel De Carli, do Coletivo Errática
- Dia 1º de dezembro (terça-feira), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel: “Sambaracotu”, de Carlota Albuquerque, da Terpsí Teatro de Dança
- Dia 12 de dezembro (sábado), às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto: “Anfíbios – Processo Dramatúrgico”, de Camila Bauer, do Coletivo Gompa

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