Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da

Cultura

Início do conteúdo

Cia Stravaganza leva experiência cênico-gastronômica para o Multipalco Eva Sopher

“Espetáculo Mritak – A Comédia da Vida”, dirigido por Adriane Mottola, terá única apresentação no Teatro Oficina Olga Reverbel

Publicação:

A imagem mostra três atores em uma cena que aparenta ser uma apresentação teatral, diante de uma grande cortina escura. Em primeiro plano, à esquerda, uma pessoa veste roupa longa em tons de amarelo e preto, além de uma cobertura preta arredondada na cabeça. A pessoa estende o braço direito em direção ao centro da imagem. À direita, outra pessoa usa traje branco comprido, com uma faixa ou tecido amarelo na parte frontal, e estende a mão esquerda. As mãos das duas pessoas se encontram no centro da cena. Entre as duas, um pouco mais ao fundo, está uma terceira pessoa, vestindo roupa larga em tons de bege e amarelo-claro, calça clara e uma peça estampada sobre a cabeça. A pessoa está posicionada de frente, com os braços próximos ao corpo. Ao fundo há uma cortina marrom-escura, que ocupa praticamente toda a extensão da imagem. No lado direito, próximo à cortina, aparece um banquinho vermelho. No chão, atrás das pessoas, também são parcialmente visíveis alguns objetos utilizados na cena.
Em cena, Janaina Pellizzon, Duda Cardoso e Lauro Ramalho fazem uma reflexão divertida e provocadora sobre o sentido da vida - Foto: Vilmar Carvalho/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO: ASCOM SEDAC

A Cia Stravaganza apresenta o espetáculo “Mritak – A Comédia da Vida” neste sábado (24/10), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel. A montagem é uma experiência sensorial e imersiva, em que teatro e gastronomia se encontram. Em cena, Duda Cardoso, Janaina Pellizzon e Lauro Ramalho fazem uma reflexão divertida e provocadora sobre o sentido da vida, com um trabalho cênico que se desenrola ao longo de um jantar servido em três tempos, com entrada, prato principal e sobremesa. 

O evento integra a programação do “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”, projeto do Multipalco Eva Sopher que celebra a força criativa e artística das mulheres do Rio Grande do Sul, destacando o trabalho de nove diretoras gaúchas, entre elas Adriane Mottola, que assina esse espetáculo. Os ingressos já estão esgotados.

Na apresentação, o público é convidado a mergulhar no universo ritualístico dos personagens, guiado pelos sabores e aromas da culinária indiana. A trama é inspirada na inacreditável história real de Lal Bihari, um pequeno comerciante indiano que passa quase 20 anos tentando provar que está, de fato, vivo — após ter sido oficialmente declarado morto nos registros públicos de seu país. Com irreverência, coragem e bom humor, Bihari enfrenta a burocracia por meio das estratégias mais inusitadas: tenta ser preso, candidata-se a eleições, move processos contra diversas pessoas e, ao encontrar outros “mortos-vivos” como ele, funda a inusitada Associação das Pessoas Mortas.

A imagem mostra três pessoas reunidas em torno de uma mesa retangular, em um ambiente que se assemelha a um palco ou espaço de apresentação. Ao fundo, há uma grande cortina escura e, nas laterais, partes do piso cinza ficam visíveis. A mesa está coberta por uma toalha vermelha e, no centro, há uma faixa de tecido decorativo com estampas geométricas e florais em várias cores, como azul, verde, vermelho, amarelo e branco. Sobre a mesa estão diversos recipientes com alimentos: tigelas e potes de cerâmica em tons de laranja e vermelho, além de pães, frutas e outros alimentos distribuídos ao redor. À esquerda, uma pessoa de cabelos curtos e grisalhos veste uma túnica larga, de mangas compridas, em tom bege com finas listras escuras. A pessoa está sentada e mantém um dos braços estendido sobre a mesa, segurando um alimento. No centro, um pouco mais ao fundo, outra pessoa tem cabelos escuros e barba e veste uma peça clara, de tecido leve e mangas compridas. Essa pessoa está posicionada atrás da mesa, voltada para as demais. À direita, uma terceira pessoa veste roupa em tons de amarelo e laranja, com um tecido verde sobre os ombros e a cabeça. A pessoa mantém as duas mãos estendidas sobre a mesa, próximas às mãos da pessoa posicionada à esquerda. Entre os alimentos visíveis estão pães, frutas verdes e amarelas, pequenos frutos vermelhos e preparações servidas em tigelas. Algumas das tigelas apresentam conteúdo amarelo ou avermelhado, decorado com folhas verdes. Há também um recipiente de cerâmica com tampa próximo ao centro.
Elaborado especialmente para o espetáculo, o menu é servido durante a encenação e integra a experiência do público - Foto: Vilmar Carvalho/Divulgação TSP

Elaborado especialmente para o espetáculo, o menu é servido durante a encenação e integra a experiência do público. A concepção gastronômica é assinada pelo ator Duda Cardoso, que também se dedica à pesquisa na área e tem formação no Instituto Gato Dumas, em Buenos Aires.

A diretora homenageada

Adriane Mottola é diretora, atriz, gestora cultural e fundadora da Cia Stravaganza, iniciativa que, ao longo de 38 anos, encenou 32 espetáculos, conquistou mais de 110 prêmios e, em 2004, inaugurou sua sede própria – o Estúdio Stravaganza. À frente da companhia, encenou diversos espetáculos marcantes do cenário gaúcho, como “Kassandra”, de Sergio Blanco; “A mulher que queria ser Micheliny Verunschk”, de Wilson Freire; “Mritak; Pequenos Trabalhos para Velhos Palhaços”, de Matei Visniec; “A Comédia dos Erros”, de William Shakespeare; e “Sacra Folia”, de Luis Alberto de Abreu. 

A artista também realizou projetos com outros artistas e núcleos de criação, como as direções de “Travessia”, de Nora Prado; “A Mulher Arrastada”, de Diones Camargo; “Chicão Pescador de Sonhos e Zé Vagão da Roda Fina e sua Mãe Leopoldina”, de Sylvia Orthoff, esses dois últimos com o grupo Ritornelo de Passo Fundo. É mestre e bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bacharel em Publicidade & Propaganda e Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Participou da direção artística e curadoria do Porto Alegre em Cena nos anos de 2023 e 2024.

Próximos espetáculos do "Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha"

O projeto “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha” conta com uma programação especial que destaca a trajetória e a obra de nove importantes diretoras do Estado: Adriane Mottola, Camila Bauer, Carlota Albuquerque, Deborah Finocchiaro, Inês Marocco, Jezebel De Carli, Juliana Barros, Larissa Sanguiné e Patricia Fagundes. A agenda inclui apresentações de um espetáculo dirigido por cada uma dessas artistas homenageadas, levando para os palcos do Multipalco Eva Sopher montagens que trazem temáticas urgentes e contemporâneas, além de movimentar outros seis espaços da capital gaúcha com diferentes ações conduzidas por elas.

Sobre o Banrisul

Há quase 100 anos presente no cotidiano de milhões de gaúchas e gaúchos, o Banrisul reconhece na cultura uma forma autêntica e duradoura de diálogo com as pessoas, capaz de compartilhar valores, ampliar horizontes e fortalecer o sentimento de pertencimento de um Rio Grande do Sul plural, em suas diversas manifestações culturais. Por essa razão, o Banrisul tem o orgulho de patrocinar as atividades no Teatro Simões Lopes Neto, um espaço que articula criação e encontro. O banco também apoia o importante projeto “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”, iniciativa que valoriza o protagonismo feminino nas artes cênicas e contribui para que a cena gaúcha siga pulsando, com mais diversidade, presença e futuro.

Serviço

"Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha" apresenta
Mritak – A Comédia da Vida, de Adriane Mottola
Quando:
Sábado (24/10), às 19h
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico de Porto Alegre)
Ingressos esgotados

Acessibilidade: Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial

Classificação indicativa: 12 anos 
Duração: 70 minutos

Agenda dos próximos espetáculos do projeto “Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha”

7 de novembro, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel: “Clarividências”, de Larissa Sanguiné, do Coletivo Quântico
29 de novembro, às 18h, no Teatro Simões Lopes Neto: “Ainda Troia - convém se proteger do sol”, de Jezebel De Carli, do Coletivo Errática
1º de dezembro, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel: “Sambaracotu”, de Carlota Albuquerque, da Terpsí Teatro de Dança
12 de dezembro, às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto: “Anfíbios – Processo Dramatúrgico”, de Camila Bauer, do Coletivo Gompa

Secretaria da Cultura