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Ospa interpreta “Ressurreição”, meditação de Mahler, em duas apresentações

Com mais de 200 músicos no palco, sinfonia reúne três coros e orquestra com formação ampliada sob regência de Manfredo Schmiedt

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A imagem mostra uma apresentação de uma grande orquestra sinfônica acompanhada por um coro em um auditório. Em primeiro plano, os músicos estão sentados em formação semicircular sobre um palco de piso de madeira clara. Eles vestem roupas formais predominantemente pretas e tocam diferentes instrumentos, como violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, harpa e instrumentos de sopro. À frente da orquestra, sobre um pequeno tablado, o maestro conduz a execução da obra com os braços erguidos, voltado para os músicos e para o coro. Ao fundo do palco, um coro numeroso ocupa uma plataforma elevada, disposto em várias fileiras. Todos os integrantes também usam trajes escuros e estão voltados para o maestro. A parede atrás do coro é revestida por painéis acústicos geométricos em tons de preto e amarelo, organizados em um padrão retangular. À direita da imagem, acima do nível do palco, há uma plateia sentada em uma varanda, acompanhando a apresentação. A iluminação é uniforme e destaca o palco, enquanto o teto apresenta uma estrutura quadriculada de painéis acústicos.
"Ressurreição" é considerada uma das maiores músicas sinfônicas já escritas para orquestra, coro e solistas - Foto: Vinícius Angeli/Divulgação Ospa
Por ASCOM OSPA / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) apresenta, nos dias 15 e 16 de agosto, às 17h, no Complexo Cultural Casa da Ospa, um dos maiores marcos da música sinfônica: a sinfonia nº 2 em Dó menor, "Ressurreição", de Gustav Mahler (1860–1911). Sob a regência do maestro Manfredo Schmiedt, a obra contará com a participação do Coro Sinfônico da Ospa, do Coro de Câmara da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), do Coro Masculino Ottava Bassa e das solistas Manuela Korossy (soprano) e Edineia Oliveira (mezzo-soprano). Os ingressos estão à venda pelo Sympla.  

Estreada em Berlim, em 1895, após seis anos de elaboração, a obra – conhecida como a “segunda sinfonia” de Mahler – é considerada uma das mais grandiosas já escritas para orquestra, coro e solistas. Em cerca de uma hora e meia de música, o compositor conduz o público por uma jornada espiritual, que parte da experiência da morte para culminar em uma afirmação de esperança e renovação. Ao longo de seus cinco movimentos, Mahler transforma em música questões universais sobre a existência, o sofrimento e a eternidade. 

Segundo Schmiedt, a obra é uma investigação da condição humana. “Se outros compositores conseguem descrever paisagens, imagens e sentimentos, Mahler parece ir além: ele observa a alma humana com um microscópio, penetrando em suas profundezas mais íntimas e revelando tudo isso em uma arquitetura musical grandiosa, maravilhosa e intensamente humana”, afirma. 

A imagem mostra um grupo de aproximadamente vinte pessoas posicionadas em três fileiras sobre um palco de madeira, em frente a um fundo formado por uma cortina preta. Todas estão voltadas para a câmera, em pé, lado a lado, com postura ereta e expressão serena, como em um retrato oficial de um coro. Os integrantes vestem trajes formais inteiramente pretos. As mulheres usam vestidos longos ou na altura da panturrilha, alguns com mangas longas e outros de mangas curtas ou três quartos. Os homens vestem camisas pretas, algumas de mangas compridas, combinadas com calças escuras. As roupas apresentam poucos detalhes, criando uma aparência uniforme e elegante. Na primeira fileira, os integrantes estão distribuídos de maneira equilibrada, enquanto as duas fileiras posteriores ocupam plataformas elevadas, permitindo que todos sejam vistos. Há diversidade de idades entre os participantes, predominando adultos. O palco possui piso de madeira clara, que contrasta com o fundo escuro da cortina e com as roupas pretas do grupo.
Obra contará com a participação do Coro de Câmara da PUCRS - Foto: Giordano Toldo/Divulgação Ospa

A sinfonia inicia-se com um rito fúnebre, no movimento “Allegro maestoso”, em que o herói é confrontado com a morte e a finitude. O “Andante moderato” oferece um contraste de serenidade, evocando lembranças de um passado feliz por meio de uma dança austríaca. Em seguida, o “Scherzo” rompe essa atmosfera com uma visão inquietante da vida cotidiana, inspirada no ciclo de poemas “Des Knaben Wunderhorn”, conduzindo a um momento de tensão. 

É no quarto movimento, “Urlicht” (“Luz Primordial”), que a voz humana surge pela primeira vez. Interpretada por Edineia, a canção expressa o anseio da alma pela redenção. O quinto movimento reúne orquestra ampliada, coro, órgão, sinos e metais, distribuídos pelo espaço cênico para retratar o Juízo Final. Em vez da condenação, Mahler oferece uma visão de compaixão e esperança, culminando na célebre proclamação "Aufersteh'n" ("Ressuscitarás"), que dá nome à sinfonia e encerra a obra em uma apoteose do repertório sinfônico. 

Cantoras líricas 

A interpretação contará com duas cantoras líricas de sólida carreira internacional: Manuela Korossy, soprano formada na Juilliard School, e Edineia Oliveira, mezzo-soprano vencedora do Prêmio Carlos Gomes. Ao lado do Coro Sinfônico da Ospa, participam ainda o Coro de Câmara da PUCRS, que vem se destacando pela excelência de seu repertório a cappella e sinfônico; e o Coro Masculino Ottava Bassa, grupo sediado em Curitiba (PR) e premiado internacionalmente. 

Antes das apresentações, tanto no sábado (15/8) como no domingo (16/8), o público poderá conhecer a fundo a “Segunda Sinfonia” de Mahler, assim como a vida de seu compositor, na palestra “Notas de Concerto”. Nessa edição, a fala será do cantor lírico e professor Flávio Leite, presidente e cofundador da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS). Com entrada incluída no ingresso para o concerto, o encontro ocorre às 16h, na Sala de Recitais da Casa da Ospa. A palestra e o concerto de domingo contarão com transmissão ao vivo pelo canal da Ospa no YouTube.  

A imagem mostra um grupo de aproximadamente 30 pessoas posando sobre um palco de auditório ou teatro. Todas estão alinhadas em fileiras, voltadas para a câmera, usando trajes formais semelhantes, compostos por ternos escuros, camisas brancas e gravatas-borboleta pretas. O grupo está organizado em cerca de quatro fileiras, com as pessoas mais altas posicionadas ao fundo e as demais à frente. O palco possui piso de madeira clara, visível na parte inferior da imagem. O fundo é predominantemente preto, criando forte contraste com a iluminação direcionada aos integrantes do grupo. Atrás das pessoas há feixes verticais de luz azul que se estendem do chão para cima, servindo como elemento cênico.
Coro Masculino Ottava Bass é outra participação confirmada - Foto: DWD Eventos

Serviço

“Ressurreição” – Concerto da Série Casa da Ospa 
Quando:
Sábado (15/8) e domingo (16/8), às 17h 
Palestra Notas de Concerto: Sábado (15) e domingo (16), às 16h, com Flávio Leite  
Onde: Complexo Cultural Casa da Ospa (Caff – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre)  
Ingressos: R$ 15 a R$ 70  
Descontos: Ingresso solidário (com doação de 1 kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo Ospa, associados AAMAC RS, sócios do Clube do Assinante RBS, idosos, doadores de  sangue, pessoas com deficiência e seu(s) acompanhante, estudante, jovens até 15 anos e ID Jovem  
Bilheteria: Via Sympla ou no Complexo Cultural Casa da Ospa nos dias do concerto, das 12h às 17h 
Estacionamento: Gratuito, no local  
Transmissão ao vivo: Domingo, às 16h (Notas de Concerto) e às 17h (concerto) no canal da Ospa no YouTube  
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 6 anos  
O evento disponibiliza medidas de acessibilidade 

Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da temporada artística: Gerdau, Banrisul Seguros, TMSA e Tramontina
Apoio: Unimed, Imobi, Intercity, Ave Serra, Estação do Banho, Asiana e Danielle Camaratta
Promoção: Clube do Assinante
Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação Ospa e Ministério da Cultura 

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