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Cinemateca Paulo Amorim recebe pré-estreia de "Minha Terra Estrangeira"

Exibição do documentário será seguida de debate com os diretores nesta quinta (8), na sala Paulo Amorim

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Em um ambiente com iluminação suave e predominância de tons escuros, duas pessoas aparecem abraçadas ao centro da imagem. Uma delas está de frente para a câmera, com os braços envolvendo a outra pessoa, que está de costas e tem cabelos longos. O abraço ocupa a maior parte da cena e acontece sob uma cobertura de palha visível na parte superior da fotografia. Ao redor, é possível perceber elementos de uma construção simples de madeira e alguns objetos desfocados nas laterais, enquanto o fundo permanece escuro, direcionando a atenção para o encontro entre as duas pessoas. A composição destaca a proximidade física do momento em um espaço interno com aparência acolhedora e rústica.
Obra acompanha a jornada de Almir Suruí e Txai Suruí na contagem regressiva de 40 dias para as eleições de 2022 - Foto: Divulgação Cinemateca Paulo Amorim
Por ASCOM CINEMATECA/EDIÇÃO ASCOM SEDAC

"Minha Terra Estrangeira", documentário dirigido pelo coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles, será exibido nesta quinta-feira (8), às 19h15, na sala Paulo Amorim, da Cinemateca Paulo Amorim. Após a sessão, haverá um debate com João Moreira Salles e Ubiratan Suruí, com mediação do jornalista Roger Lerina. A exibição tem entrada gratuita e os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão, diretamente na bilheteria.

O filme acompanha dois personagens, pai e filha, durante os 40 dias que antecederam as eleições de 2022. O pai, Almir Suruí, é um líder indígena candidato a deputado federal por Rondônia, um dos estados mais pró-Bolsonaro do país; já a sua filha, Txai Suruí, é uma jovem ativista ambiental que se dedica à luta pela floresta.

O coletivo Lapakov, formado por cineastas indígenas do povo Paiter Suruí e não indígenas — ao qual se soma a realizadora Louise Botkay —, acompanhou a campanha do pai; enquanto isso,  Moreira Salles filmou a filha. O resultado preserva essas duas perspectivas, bem como o contraste entre elas. Em paralelo com os acontecimentos da campanha eleitoral, outros temas se destacam: quem representa, como representa e, crucialmente, qual noção de tempo a cronologia da história deve respeitar — a do indígena ou a do branco?

“Minha Terra Estrangeira” já marcou presença em vários festivais. Após estreia no “É Tudo Verdade 2025”, participou também do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em Goiás; Santiago Festival Internacional de Cine, no Chile; Festival do Rio; International Documentary Film Festival Amsterdam; Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte; Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana, em Cuba; Big Sky Documentary Film Festival, nos EUA; Hot Docs – Festival Internacional de Documentários, no Canadá; Mostra Ecofalante de Cinema, em São Paulo; Bonito CineSur, em Mato Grosso do Sul; e integrou ainda as mostras COP 30 – Mostra Amazônia, em Belém, e BFI – Brazil on Film, no Reino Unido.

Serviço

Pré-estreia do documentário "Minha Terra Estrangeira"
Quando: Quinta-feira (8/10), às 19h15
Onde: Sala Paulo Amorim – Cinemateca Paulo Amorim (Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico de Porto Alegre)
Entrada gratuita. Ingressos disponibilizados por ordem de chegada na bilheteria local

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