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MARGS apresenta nova versão da exposição com rotatividade de obras do acervo do Museu

Montagem destaca trabalhos sobre paisagem marítima, dialogando com a mostra “André Severo — A onda de Gustave Courbet”

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A imagem mostra uma pintura de paisagem urbana à beira de uma grande extensão de água. Em primeiro plano, aparecem edifícios antigos e, à esquerda, uma igreja com uma torre alta e pontiaguda. Ao fundo, há barcos sobre a água e uma faixa de terra com uma elevação ao centro. O céu ocupa grande parte da composição, com muitas nuvens em tons de cinza, azul, amarelo e marrom, sugerindo um dia nublado. A pintura utiliza pinceladas visíveis e cores suaves, criando uma atmosfera histórica e contemplativa.
A paisagem assume diferentes formas e procedimentos em obras que investigam as relações entre arte e natureza - Foto: Luiz Maristany de Trias/Divulgação MARGS
Por ASCOM MARGS / EDIÇÃO: ASCOM SEDAC

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) estreia a nova versão do programa expositivo “Acervo em movimento”, em exibição de 19 setembro a 1º de novembro. Dedicada ao acervo do Museu, que conta com mais de seis mil obras de arte, a mostra de longa duração com rotatividade periódica das obras expostas ocupa duas salas de modo permanente, no 2º andar da instituição.

A nova versão

“Acervo em movimento” retorna com uma versão que traz uma seleção diversificada de obras, propondo aproximações e diálogos entre trabalhos artísticos distintos e distantes no tempo. Nesta montagem, as escolhas dialogam diretamente com o universo visual da exposição André Severo — A onda de Gustave Courbet, em exibição no 1º andar do Museu. Assim, são exploradas relações em torno de uma tradição de imagens interessada nas paisagens marítimas, na linha do horizonte e nas diferentes formas de representação da natureza.

A marinha, historicamente compreendida como um subgênero da pintura de paisagem, constitui um importante ponto de partida para esta seleção. Ampliando a representação de um lugar e de um imaginário específicos, o mar pode surgir como campo para o estudo da luz, do movimento e da atmosfera, assim como para reflexões sobre a imensidão da natureza e a experiência humana diante de um horizonte expandido.

A paisagem assume diferentes formas e procedimentos em obras que investigam as relações entre arte e natureza e os modos pelos quais o ambiente é percebido, transformado e imaginado. Como interesse persistente de práticas artísticas de diferentes períodos da História da Arte, manifesta-se aqui em trabalhos que vão da pintura moderna à videoarte contemporânea.

Um destaque entre as obras apresentadas é “Playa del Cabañal — Valência” (1897), de Roberto Castellanos. De grandes dimensões, a pintura foi recentemente restaurada pelo Núcleo de Conservação e Restauro do MARGS e é apresentada ao público pela primeira vez em uma exposição do Museu, após ter sido incorporada ao acervo em 2025. Vinculada à produção pictórica do século XIX, a obra amplia as possibilidades de aproximação com a tradição da pintura de paisagem e evidencia, ao mesmo tempo, os movimentos contínuos de formação, preservação e ativação do Acervo Artístico do MARGS.

O programa 

Com o modelo de rotatividade das obras expostas, as substituições geram aproximações que procuram propor novas relações, sentidos e chaves de compreensão, oferecendo ao público uma exposição sempre viva e dinâmica, que aposta mais na experiência da descoberta do que na orientação do discurso. O interesse é sondar as provisórias relações de vizinhança entre as obras, assim como as tensões das partes com o todo, propondo desdobramentos que intensificam e multiplicam as formas de ver, sentir e reagir.

Parte-se do entendimento de que obras de arte não “falam” apenas por si mesmas, uma vez que seus sentidos são também efeito do que podem produzir tanto em relação ao contexto histórico mais amplo em que vêm a público como no interior dos territórios relacionais e narrativos que uma exposição é capaz de colocar em causa. 

Assim, “Acervo em movimento” explora a seguinte pergunta junto aos visitantes e à ação educativa: quais podem ser as relações entre obras de arte distintas e de diferentes épocas, contextos e linguagens?

O convite é que o público constitua os seus caminhos interpretativos, estabelecendo os seus próprios encontros e conexões, os quais sempre envolvem o que já sabemos, a expectativa do que ainda não vislumbramos e o estranhamento transformador da experiência inesperada e arrebatadora.

Lista de artistas (setembro a novembro de 2026): Angelo Guido, Bustamante de Sá, Carlos Petrucci, Christina Balbão, Claudia Paim, Dimitri Anagnostopoulos, Ernst Zeuner, Fayga Ostrower, Fernando Lindote, Francis Pelichek, Frank Schaeffer, Heloisa Schneiders da Silva, Hildegard Freidank, Letícia Lampert, Libindo Ferrás, Luiz Carlos Felizardo Maristany de Trias, Roberto Castellanos, Sansão Pereira, Tadashi Kaminagai e Telmo Lanes.

O plano de exposições e atividades educativas do MARGS conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.

Serviço

Acervo em movimento — Versão setembro a novembro de 2026
Visitação:
Até 1º de novembro, de terça-feira a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h)
Onde: 2º andar expositivo do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre)
O MARGS oferece visitas mediadas para grupos e escolas, mediante agendamento pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br
Entrada gratuita

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