Conversa com o artista e lançamento de catálogo encerram exposição de Carlos Wladimirsky neste sábado (1º), no MARGS
Vagas são limitadas a 60 lugares, por ordem de chegada, e a entrada é gratuita
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O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) promove a programação de encerramento da exposição “Carlos Wladimirsky — A permanência do tempo”, que pode ser visitada até domingo (2/8). O evento será realizado no sábado (1º/8), às 10h30, no auditório do Museu, e contará com uma conversa com o artista e lançamento do catálogo da exposição.
No encontro com o público, Wladimirsky falará sobre sua trajetória e produção, compartilhando o seu processo artístico e a concepção da exposição. Também será apresentado o catálogo da mostra. A mediação será de Francisco Dalcol, diretor do MARGS e responsável pela curadoria. A participação é gratuita. Vagas limitadas a 60 lugares, por ordem de chegada.
A exposição “A permanência do tempo” revisita a produção de Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desde os anos 1980, mediante uma seleção panorâmica de desenhos, pinturas e joalheria integrantes do acervo do MARGS, de coleções particulares e da coleção do artista.
Com 124 páginas, o livro é ilustrado com imagens da exposição e das obras, ampliando os conteúdos da mostra ao trazer textos ampliados da curadoria e incluir documentação relacionada à pesquisa curatorial. Os exemplares estarão à venda, por meio da Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS), por R$ 65.
Exposição
Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desenvolve sua produção desde os anos 1970, primeiramente focada no desenho e depois na pintura. Nesses 50 anos de trajetória, explorou ainda gravura, joalheria e cerâmica, constituindo uma linguagem visual própria, vinculada aos desdobramentos contemporâneos da abstração e às suas possibilidades expressivas e de experimentação.
Sua atuação como artista visual se deu em sequência a uma intensa vivência com o teatro experimental e a performance, trabalhando com atores e grupos como a “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz”. Wladimirsky também foi um dos artistas integrantes do “Espaço N.O. – Centro Alternativo de Cultura”, ponto de referência para a manifestação e a difusão da arte experimental e de vanguarda em Porto Alegre entre 1979 e 1982 e que constitui uma das mais relevantes e emblemáticas experiências no histórico de espaços coletivos, multidisciplinares e autogestionados mantidos por artistas no histórico cultural da cidade. Nesse ambiente de trabalho e convívio, estabeleceu afinidades e profundos vínculos de vida com artistas de sua geração, como Mário Röhnelt (1950-2018), Milton Kurtz (1951-1996) e Rogério Nazari.
Nos anos 1980, a produção de Wladimirsky foi reconhecida por diversos prêmios recebidos em salões pelo Brasil, como o “12º Salão Nacional de Arte” (1980, Belo Horizonte), o “5º Salão Nacional de Artes Plásticas” (1982, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o “15º Panorama da Arte Brasileira — Arte sobre papel” (1984, Museu de Arte Moderna de São Paulo). Nesse contexto, o MARGS apresentou, em 1983, a primeira individual da sua carreira, intitulada “Desenhos”.
A exposição Carlos Wladimirsky — “A permanência do tempo” revisita a produção desenvolvida pelo artista ao longo de cinco décadas de atuação, apresentando um panorama de sua obra desde os anos 1980, mediante uma seleção de desenhos, pinturas e objetos integrantes do acervo do MARGS, de coleções particulares e da coleção do artista.
O plano de recuperação, exposições e atividades do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.
Serviço
Conversa com o artista e lançamento de catálogo da exposição “Carlos Wladimirsky — A permanência do tempo”
Quando: Sábado (1º/8), às 10h30
Onde: Auditório do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre)
Entrada gratuita, por ordem de chegada, sujeito à limitação do espaço
Os exemplares estarão à venda por R$ 65 (valor promocional de lançamento)