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Conversa com o artista e lançamento de catálogo encerram exposição de Carlos Wladimirsky neste sábado (1º), no MARGS

Vagas são limitadas a 60 lugares, por ordem de chegada, e a entrada é gratuita

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A imagem mostra uma ampla sala expositiva do MARGS, vista em perspectiva a partir de um dos cantos do ambiente. O espaço possui paredes pintadas em vermelho escuro, que ocupam toda a extensão da sala. Distribuídas ao longo dessas paredes estão diversas obras de arte emolduradas, de diferentes tamanhos, alinhadas em uma única altura. Entre elas há fotografias, gravuras, desenhos e alguns trabalhos com fundo azul-claro e branco. Pequenas legendas de identificação acompanham algumas das obras. No centro da sala há duas mesas retangulares de estrutura metálica vermelha e tampo de vidro ou acrílico transparente, utilizadas para expor documentos, livros ou objetos. As mesas estão posicionadas paralelamente, deixando amplos corredores para circulação. O piso é um dos elementos de maior destaque da imagem, formado por um padrão geométrico em madeira, com quadrados em diferentes tonalidades de marrom e bege que se repetem por toda a superfície. O teto é branco, com estrutura aparente, trilhos eletrificados e diversos refletores direcionados às obras, proporcionando iluminação uniforme ao ambiente. Ao fundo, à direita, há uma abertura que conduz a outro espaço da exposição. A sala está vazia, sem visitantes.
Exposição “A permanência do tempo” revisita a produção de Carlos Wladimirsky desde os anos 1980 - Foto: Anderson Astor/Divulgação MARGS
Por ASCOM MARGS / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) promove a programação de encerramento da exposição “Carlos Wladimirsky — A permanência do tempo”, que pode ser visitada até domingo (2/8). O evento será realizado no sábado (1º/8), às 10h30, no auditório do Museu, e contará com uma conversa com o artista e lançamento do catálogo da exposição.

No encontro com o público, Wladimirsky falará sobre sua trajetória e produção, compartilhando o seu processo artístico e a concepção da exposição. Também será apresentado o catálogo da mostra. A mediação será de Francisco Dalcol, diretor do MARGS e responsável pela curadoria. A participação é gratuita. Vagas limitadas a 60 lugares, por ordem de chegada.

A exposição “A permanência do tempo” revisita a produção de Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desde os anos 1980, mediante uma seleção panorâmica de desenhos, pinturas e joalheria integrantes do acervo do MARGS, de coleções particulares e da coleção do artista. 

Com 124 páginas, o livro é ilustrado com imagens da exposição e das obras, ampliando os conteúdos da mostra ao trazer textos ampliados da curadoria e incluir documentação relacionada à pesquisa curatorial. Os exemplares estarão à venda, por meio da Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS), por R$ 65.

Exposição

Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desenvolve sua produção desde os anos 1970, primeiramente focada no desenho e depois na pintura. Nesses 50 anos de trajetória, explorou ainda gravura, joalheria e cerâmica, constituindo uma linguagem visual própria, vinculada aos desdobramentos contemporâneos da abstração e às suas possibilidades expressivas e de experimentação.

A imagem mostra uma parede de uma galeria de arte pintada em vermelho intenso, ocupando praticamente todo o enquadramento. O ambiente é iluminado por luz difusa proveniente do teto, que aparece parcialmente na parte superior da imagem. Ao longo da parede estão expostas seis obras de arte, distribuídas com espaçamento regular. Da esquerda para a direita, a primeira é um trabalho retangular em tons alaranjados; a segunda é uma tela maior, predominantemente em tons de vermelho e marrom, com textura marcante; a terceira é uma obra menor, também em tons avermelhados; a quarta apresenta fundo claro, em azul e bege, com elementos centrais em dourado e escuro; a quinta é uma pintura quadrada em tons de rosa, vinho e marrom, de aparência bastante texturizada; e a sexta é uma obra menor, emoldurada por uma moldura preta, com fundo alaranjado. Ao lado de cada obra há uma pequena legenda de identificação fixada na parede. Na parte inferior da imagem destaca-se o piso de madeira com um padrão geométrico formado por quadrados e retângulos em diferentes tonalidades de marrom, bege e castanho, criando um efeito visual de repetição. O espaço está vazio, sem visitantes ou mobiliário.
Durante 50 anos de trajetória, o artista explorou também gravura, joalheria e cerâmica - Foto: Anderson Astor/Divulgação MARGS

Sua atuação como artista visual se deu em sequência a uma intensa vivência com o teatro experimental e a performance, trabalhando com atores e grupos como a “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Wladimirsky também foi um dos artistas integrantes do “Espaço N.O. – Centro Alternativo de Cultura”, ponto de referência para a manifestação e a difusão da arte experimental e de vanguarda em Porto Alegre entre 1979 e 1982 e que constitui uma das mais relevantes e emblemáticas experiências no histórico de espaços coletivos, multidisciplinares e autogestionados mantidos por artistas no histórico cultural da cidade. Nesse ambiente de trabalho e convívio, estabeleceu afinidades e profundos vínculos de vida com artistas de sua geração, como Mário Röhnelt (1950-2018), Milton Kurtz (1951-1996) e Rogério Nazari.

Nos anos 1980, a produção de Wladimirsky foi reconhecida por diversos prêmios recebidos em salões pelo Brasil, como o “12º Salão Nacional de Arte” (1980, Belo Horizonte), o “5º Salão Nacional de Artes Plásticas” (1982, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o “15º Panorama da Arte Brasileira — Arte sobre papel” (1984, Museu de Arte Moderna de São Paulo). Nesse contexto, o MARGS apresentou, em 1983, a primeira individual da sua carreira, intitulada “Desenhos”.

A exposição Carlos Wladimirsky — “A permanência do tempo” revisita a produção desenvolvida pelo artista ao longo de cinco décadas de atuação, apresentando um panorama de sua obra desde os anos 1980, mediante uma seleção de desenhos, pinturas e objetos integrantes do acervo do MARGS, de coleções particulares e da coleção do artista.

O plano de recuperação, exposições e atividades do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.  

Serviço

Conversa com o artista e lançamento de catálogo da exposição “Carlos Wladimirsky — A permanência do tempo”
Quando:
Sábado (1º/8), às 10h30
Onde: Auditório do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre)
Entrada gratuita, por ordem de chegada, sujeito à limitação do espaço
Os exemplares estarão à venda por R$ 65 (valor promocional de lançamento)

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