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Oficina em Dança: O Despertar do Dançarino Criador Através da Improvisação

Gilmar Caetano Rocha, de Santiago, integra o Programa Invernadas Culturais com a “Oficina em Dança – O despertar do dançarino criador através da improvisação”. O trabalho enfatiza o processo criativo do dançarino, tendo como público-alvo adolescentes que integram invernadas. Como base, são utilizadas músicas regionais, valorizando a cultura gaúcha.

Segundo Gilmar, as danças tradicionais gaúchas movimentam atualmente um número expressivo de crianças, adolescentes, jovens e adultos em todo o território gaúcho. Diante dessa realidade, observa-se que mesmo havendo uma paixão pela dança que leve esse público para o meio tradicionalista, as dificuldades corporais dos executantes para detalhes de movimentos e expressões fazem com que muitos dançarinos tenham uma inquietação para novas descobertas.

Tecnicamente, o projeto contém atividades focadas na improvisação individual e contato com objetos, mesclando artes cênicas e dança. Nas atividades centrais, o aluno descobre movimentos das diferentes partes do corpo e articulações através da experimentação e investigação, reconhecendo sua individualidade por meio de alternativas já existentes na sua memória corporal.

Além disso, o praticante recebe informações sobre os planos ou níveis (baixo, médio e alto) com os quais se pode executar os movimentos, bem como a noção espacial e o uso das diferentes direções.

Segundo Gilmar, as atividades deimprovisação visam auxiliar os dançarinos e os atores no seu processo de construção, através de um olhar para si, favorecendo a organização corporal, mental e espiritual, tendo ainda outros benefícios, como o despertar da espontaneidade, o encontro com a imprevisibilidade, a liberdade de criação, a sensibilidade no momento do processo criativo, a possibilidade de exteriorização das sensações internas, a melhora na representação cênica dentro da dança e a composição coletiva.

Alguns dos objetivos específicos são estimular as conexões sensoriais interna e externa do participante; incentivar o indivíduo a arriscar-se na improvisação por meio da investigação de suas expressões intrínsecas, encorajando-o na busca do dançarino - criador; desafiar o público-alvo das diferentes possibilidades de mobilidade.

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Secretaria da Cultura