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Novo espetáculo de Gabriel Villela, “Medea” terá curta temporada em Porto Alegre

Baseada na tragédia de Séneca, a montagem terá apresentações a partir desta quinta-feira (9) no Teatro Simões Lopes Neto

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A imagem mostra uma cena teatral em um palco escuro, com iluminação focada no centro. Há quatro performers caracterizados com maquiagem branca e figurinos estilizados, que lembram uma estética ritualística ou tradicional. Eles estão organizados em uma composição vertical: um performer está ajoelhado na frente, enquanto outros três se posicionam atrás e acima, formando uma espécie de estrutura em camadas, quase como uma escultura humana. Alguns deles seguram objetos longos que parecem remos ou bastões. O cenário ao redor inclui elementos que evocam um ambiente rústico ou antigo, como vasos grandes espalhados pelo chão, caixas de madeira e uma cadeira simples ao lado. No fundo, há uma estrutura que lembra um portal ou moldura decorada.
Montagem teve temporada elogiada de quase dois meses em São Paulo - Foto: João Caldas/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

O Multipalco Eva Sopher traz a Porto Alegre o espetáculo “Medea”, adaptação do consagrado diretor de teatro Gabriel Villela para a tragédia de Séneca. A montagem, que acaba de estrear com uma temporada elogiada de quase dois meses em São Paulo, inicia a turnê de circulação pelo Brasil com três apresentações no Teatro Simões Lopes Neto. As sessões ocorrem nesta quinta, sexta e sábado (9, 10 e 11 de abril), sempre às 20h, com financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio master da Shell. A atração é uma promoção da Fundação Theatro São Pedro (FTSP), vinculada à Secretaria da Cultura (Sedac).

Os ingressos custam entre R$ 17,50 e R$ 120 e podem ser adquiridos pelo site www.theatrosaopedro.rs.gov.br ou, nos dias de espetáculo, a partir das 19h, diretamente na bilheteria local. A curta temporada na capital conta com recursos de acessibilidade: haverá tradução para Libras na apresentação do dia 9 de abril e audiodescrição no dia 11 de abril.

O espetáculo

Ao atribuir a responsabilidade dos atos humanos aos próprios indivíduos, as tragédias do filósofo romano Séneca ficaram por séculos fora do palco, sob a ideia de que sua violência só poderia ser suportada na leitura. Escrita cerca de quatro séculos depois da versão de Eurípides, a “Medea” de Séneca revisita o mito da mãe que mata os próprios filhos como vingança ao ser repudiada por Jasão, mas também apresenta outros debates como o etarismo. A ruptura entre “Medea” e Jasão expõe a lógica social que descarta mulheres com o avançar da idade; um tema que ressoa nas falas da peça. A montagem apresenta três intérpretes para Medea: Rosana Stavis, Mariana Muniz e a participação especial de Walderez de Barros. A elas se somam Jorge Emil, Claudio Fontana, Plínio Soares, Letícia Teixeira e Marcello Boffat, completando o elenco.

A versão de Séneca também traz outras diferenças importantes. “Para começar, é mais curta e muito mais violenta. De modo geral, suas tragédias ampliam o que chamam de desmedida: a fúria, a ira, estão no centro de tudo o que escreve”, afirma Gabriel Villela. O diretor também destaca que, em Séneca, o conflito interno de “Medea” é mais evidente, com uma escalada dramática que conduz ao crime final.

A imagem mostra duas performers em um palco, posicionadas lado a lado diante de uma cortina vermelha. Ambas usam maquiagem branca no rosto, com olhos bem marcados e expressões intensas, que transmitem um clima dramático e um pouco sombrio. A pessoa à esquerda tem cabelos claros e volumosos, com um adorno que lembra palha ou fibras naturais, e veste um figurino escuro com detalhes ornamentados. Ela segura um cabide onde está preso um pano com o desenho de uma figura humana simples.A pessoa à direita tem cabelos longos, escuros e desgrenhados, e usa uma roupa marrom com aparência rústica e desgastada. Sua expressão é mais agressiva, com a boca aberta como se estivesse gritando ou falando com intensidade. Ela também segura um cabide com um pano, mas o desenho nele é mais colorido, representando uma figura vestida com roupas tradicionais.
Espetáculo cria um espaço duplo inspirado no circo-teatro mambembe e no palácio de Creonte - Foto: João Caldas/Divulgação TSP

Com cenografia de J. C. Serroni, a montagem cria um espaço duplo inspirado no circo-teatro mambembe e no palácio de Creonte. Os figurinos de Gabriel Villela são também um forte elemento cênico nesta montagem. Ao todo, são 27 peças usadas ao longo do espetáculo. Cada figurino traz a sobreposição de peças ou tecidos com elementos extraídos da natureza da floresta do cerrado mineiro. 

Próximos espetáculos 

A estreia de “Medea”, na capital gaúcha, faz parte de uma importante temporada de atividades no Multipalco Eva Sopher, com patrocínio master da Shell. O calendário especial é resultado de uma parceria que vem sendo construída desde 2025 com a Shell e que teve origem através do Programa Emergencial Rouanet Rio Grande do Sul. A agenda especial contará com mais de 45 atrações, com recursos de acessibilidade e opções de ingressos gratuitos ou a preços populares, realizadas até dezembro nos diferentes espaços do complexo cultural. 

O próximo espetáculo ocorre no domingo (12/4), com uma apresentação gratuita do espetáculo “Instinto”, do Coletivo Gompa, às 18h, no Teatro Simões Lopes Neto. A sessão marca a comemoração dos 113 anos da Shell no Brasil e faz parte do Dia de Gratuidade Shell – celebração que inclui programações oferecidas com entrada franca no dia de aniversário por todas as instituições culturais patrocinadas pela empresa no país.

O Plano Bianual Theatro São Pedro é apresentado pelo Ministério da Cultura (MinC), Associação Amigos do Theatro São Pedro e Shell, com patrocínio master da Shell, apoio cultural da rede Master Hotéis e realização da Fundação Theatro São Pedro e do Ministério da Cultura, Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro.

Sobre o diretor Gabriel Villela

Estudou Direção Teatral na Universidade de São Paulo (USP). É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com “Você Vai Ver O Que Você Vai Ver”, de Raymond Queneau, e “O Concílio Do Amor”, de Oscar Panizza. Desde então, recebeu três Prêmios Molière, três Prêmios Sharp, 12 Prêmios Shell, dez Troféus Mambembe, seis Troféus APCA, cinco Prêmios APETESP, dois Prêmios PANAMCO, Prêmio Zilka Salaberry e o Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Dirigiu mais de 50 espetáculos, com participação em festivais nacionais e internacionais.

Sobre a Shell

Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell.

A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Sobre a Fundação Theatro São Pedro

A Fundação Theatro São Pedro é responsável pelo Theatro São Pedro e pelo Multipalco Eva Sopher — construído em terreno anexo ao prédio centenário. Juntos, os espaços formam um dos maiores complexos culturais da América Latina, ocupando cerca de 25 mil metros quadrados no Centro Histórico de Porto Alegre. São mais de 18 mil m² de área construída, com cinco andares subterrâneos destinados às artes de palco, equipados para oferecer a infraestrutura completa a artistas, técnicos e espectadores.

A imagem apresenta uma cena de forte impacto visual, com predominância de tons vermelhos e pretos, criando uma atmosfera intensa e sombria. No centro, há uma performer em pé, usando um vestido longo e escuro, com aparência pesada e texturizada. Seu rosto está coberto por maquiagem branca, com traços marcantes que destacam os olhos e a boca, transmitindo uma expressão séria e enigmática. Seus braços estão levemente abertos ao lado do corpo, como se estivesse em um momento de apresentação ou ritual. Ao fundo, há um grande painel vermelho com textura desgastada, que parece manchado ou envelhecido. Sobre esse fundo, aparece uma figura invertida — possivelmente outra pessoa — vestida de preto, criando um efeito perturbador e simbólico. A palavra “MEDEA” está escrita em destaque no centro do painel, sugerindo que a cena está relacionada à personagem ou à obra teatral. Na parte inferior, pequenos objetos alinhados no chão lembram velas ou recipientes, reforçando a sensação de um ambiente ritualístico ou dramático.
Cada figurino traz a sobreposição de peças ou tecidos com elementos extraídos da natureza - Foto: João Caldas/Divulgação TSP

Serviço

Espetáculo “Medea”, de Séneca, com direção de Gabriel Villela
Quando: 9, 10 e 11 de abril (quinta, sexta e sábado), às 20h
Onde: Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico - Porto Alegre/RS)
Pontos de venda on-line: www.theatrosaopedro.rs.gov.br 
Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: somente nos dias das apresentações, a partir de uma hora antes do início das sessões

Acessibilidade: Haverá tradução para Libras, no dia 9 de abril, e audiodescrição no dia 11 de abril. Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial.

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