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Multipalco Eva Sopher inaugura projeto “Casa da Palavra” com bate-papo entre escritor José Falero e roteirista Jorge Furtado

Iniciativa promoverá rodas de conversas mensais, abertas ao público, convidando personalidades de diferentes áreas

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A imagem mostra uma foto de duas pessoas posicionadas lado a lado, enquadradas do peito para cima, em um ambiente interno que parece ser um corredor ou sala com decoração simples. O fundo apresenta uma parede clara com vários quadros alinhados em sequência, todos com molduras pretas. Dentro desses quadros há ilustrações ou documentos que parecem conter textos e desenhos, mas o conteúdo não é legível com clareza. À esquerda da imagem está José Falero. Ele usa uma jaqueta acolchoada preta aberta, revelando uma camiseta com padrão de listras verticais em preto e branco. Falero pessoa possui barba e bigode bem definidos. À direita está Jorge Furtado vestindo uma camiseta preta de manga longa. Ele usa óculos com armação fina e tem barba e bigode grisalhos. As duas pessoas estão muito próximas, ocupando a maior parte do enquadramento, com os ombros quase tocando. Ambas estão voltadas diretamente para a câmera, sugerindo que a imagem foi posada para um retrato.
Escritor José Falero e o roteirista e diretor de cinema Jorge Furtado participam do primeiro bate-papo - Foto: Fabio Rebelo/Divulgação TSP
Por ASCOM TSP / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

O Multipalco Eva Sopher acaba de lançar o “Casa da Palavra”, projeto que promoverá rodas de conversas mensais, abertas ao público, convidando personalidades de diferentes áreas para discutirem temas relacionados às artes e questões sociais. A estreia será com o bate-papo “Quem conta o País? O Brasil em cena e em prosa”, com o roteirista e diretor de cinema Jorge Furtado e com o escritor José Falero, na próxima quarta-feira (20/5), às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto, instituição da Secretaria da Cultura (Sedac). Para participar é necessário doar um livro, em boas condições, na entrada do teatro.

No encontro inédito, duas vozes da criação contemporânea brasileira refletem sobre como a palavra e a narrativa ajudam a compreender, confrontar e reinventar o Brasil. Com mediação da jornalista Bruna Paulin, eles conversam sobre o papel da arte na construção de imaginários sociais e na leitura crítica do país. A partir das trajetórias e obras dos convidados, o encontro atravessará literatura, cena, linguagem, desigualdade e memória para pensar como a ficção e a narrativa ajudam a interpretar – e tensionar – a realidade brasileira. 

A iniciativa, com patrocínio da Casa da Memória Unimed e apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), seguirá reunindo, nos próximos meses, profissionais de múltiplas vertentes, entre literatura, dança, teatro, dramaturgia, jornalismo e outras expressões artísticas e intelectuais. O objetivo é ampliar o papel do teatro como território de reflexão cultural. “Em tempos marcados pelo ruído e pela superficialidade das trocas, recolocar a palavra no centro da experiência pública é gesto artístico, intelectual e, também, político, no sentido mais nobre da expressão: o de cuidar da vida em comum”, destaca Luciano Alabarse, presidente da Fundação Theatro São Pedro.

Próximos encontros

A segunda edição do “Casa da Palavra” ocorre no dia 15 de julho, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel, também no Multipalco Eva Sopher. Intitulada “O corpo que conta histórias”, a conversa tem o intuito de conectar dança, teatro e narrativa visual, com a participação de Henrique Rodovalho, fundador e diretor artístico da “Quasar Cia de Dança”. 

Depois, no dia 26 de agosto, o tema será “A palavra em estado vivo”, com os escritores Morgana Kretzmann e Paulo Scott. Eles conversam no mesmo local sobre a construção de personagens, narrativas e atmosferas que atravessam o Brasil contemporâneo. Todos os encontros serão mediados por Bruna Paulin. 

Participantes da primeira edição

José Carlos da Silva Junior nasceu e vive na Lomba do Pinheiro, periferia de Porto Alegre. Adotou o pseudônimo “José Falero” em homenagem à mãe, de quem herdou a veia artística, mas não o sobrenome. É escritor, autor dos livros: “Mas em que mundo tu vive?” (Todavia, 2021); “Os Supridores” (Todavia, 2020); “Vila Sapo” (Venas Abiertas, 2019 – Figura de Linguagem, 2019 - Todavia, 2022) e “Vera” (Todavia, 2024). Foi finalista do Prêmio Jabuti 2021 e do Prêmio São Paulo de Literatura 2021, e um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti 2022. Foi semifinalista no Prêmio Jabuti 2025, finalista no Prêmio Minuano de Literatura 2025 e recebeu o Prêmio Jacarandá de Autor Revelação 2020 por “Os Supridores”, além do troféu Alcides Maia 2021 e o Prêmio AGES, promovido pela Associação Gaúcha de Escritores Livro no ano 2021. Em 2023, recebeu o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre.

Jorge Furtado é diretor e roteirista, sócio da produtora Casa de Cinema de Porto Alegre. Realizador dos longas “Houve uma vez dois verões” (2002), “O homem que copiava” (2003), “Meu tio matou um cara” (2005), “Saneamento básico, o filme” (2007), “O mercado de notícias” (2014), “Real beleza” (2015), “Quem é primavera das neves” (2017), “Rasga coração’ (2019), “Vai dar nada” (2021) e “Virgínia e Adelaide” (2024), além dos curtas premiados, como ‘Ilha das flores” (1989) e “Esta não é a sua vida” (1991), e séries como “Cena aberta” (2003), “Decamerão” (2010) e “Doce de mãe” (2014), vencedora de dois prêmios Emmy Internacional. Escreveu dezenas de especiais e séries para a TV Globo, como “Agosto” (1991), “A comédia da vida privada” (1995), “Mister Brau” (2015), “Sob pressão” (2017) e “Todas as mulheres do mundo” (2020). 

A mediadora

Bruna Paulin é jornalista, apresentadora, pesquisadora musical e criadora de projetos culturais que transitam entre a comunicação, a cena e a palavra. Criadora e apresentadora do projeto “A História do Disco”, desenvolve pesquisas e narrativas sobre música, memória e cultura fonográfica, aproximando o público de histórias que atravessam arte e comportamento. Como roteirista, curadora e artista, cria experiências que unem pensamento crítico, performance e escuta, investigando a palavra como espaço de encontro, invenção e presença.

A imagem mostra o interior do Teatro Simões Lopes Neto vazio, visto a partir de um ponto elevado, como uma lateral da sala. O espaço é amplo e organizado em formato de plateia, com várias fileiras de assentos voltadas para um palco que não está visível na imagem. Na parte inferior e central da imagem estão várias fileiras de cadeiras estofadas em tom vibrante de vermelho. As cadeiras possuem estrutura escura e estão organizadas em linhas paralelas, com corredores entre os blocos para circulação. Um corrimão metálico acompanha a escadaria e separa níveis diferentes da plateia. Na parte superior há um balcão ou mezanino com mais fileiras de assentos, também vermelhos, distribuídos em níveis. Atrás desses assentos há paredes com acabamento em madeira escura e iluminação indireta que cria um ambiente acolhedor.
Evento ocorre no Teatro Simões Lopes Neto e o ingresso será a doação de um livro em boas condições - Foto: Mauro Nascimento/Divulgação TSP

Serviço

Estreia do projeto Casa da Palavra
Bate-papo “Quem conta o país? O Brasil em cena e em prosa”, com Jorge Furtado e José Falero, e mediação de Bruna Paulin
Quando: Quarta-feira (20/5), às 20h
Onde: Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico de Porto Alegre)
O ingresso é a doação de um livro, em boas condições, na entrada do teatro

Segunda edição
Bate-papo “O corpo que conta histórias”, com Henrique Rodovalho
Quando: Quarta-feira (15/7), às 19h
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher

Terceira edição
Bate-papo “A palavra em estado vivo”, com Morgana Kretzmann e Paulo Scott
Quando: Quarta-feira (26/8), às 19h
Onde: Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher

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