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MARGS apresenta exposição “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”

Mostra revisita 50 anos da “exposição-manifesto” apresentada em 1976, marcando estreia pública do grupo de artistas Nervo Óptico

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A imagem mostra uma fotografia em preto e branco de um grupo de cerca de dez pessoas posando juntas em um ambiente interno. Elas estão dispostas em duas fileiras: a maioria em pé, lado a lado, e uma pessoa agachada ou ajoelhada na frente, com os braços cruzados. O cenário parece ser uma sala ampla, com uma grande abertura em forma de arco ao fundo, possivelmente uma janela ou elemento arquitetônico decorativo. O piso é liso e o ambiente é simples, sem muitos móveis visíveis. As pessoas usam roupas casuais que remetem a décadas passadas, com vestidos, camisas de manga longa, calças de tecido e alguns acessórios. Os estilos variam entre mais formais e descontraídos, e há diversidade de penteados e expressões. No geral, a imagem transmite a sensação de um retrato coletivo, possivelmente de um grupo artístico, teatral ou de amigos reunidos para um registro formal.
Registro do grupo de artistas na década de 70 - Foto: Acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos
Por ASCOM MARGS / EDIÇÃO ASCOM SEDAC

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), apresenta a exposição “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”. A inauguração ocorre no dia 24 de janeiro, às 10h30, em evento aberto ao público, e segue em exibição até 26 de abril.

A mostra revisita os 50 anos da “exposição-manifesto” que o MARGS apresentou em 1976, marcando a estreia do grupo de artistas conhecido como Nervo Óptico, considerado uma das mais importantes experiências e marcos históricos da arte de vanguarda da época no Sul do Brasil.

Ocupando três salas do 2º andar do Museu, a exposição traz uma ampla e abrangente reunião de trabalhos artísticos e documentação, relacionados ao período de atuação coletiva do grupo, até 1978, pertencentes a coleções pessoais dos artistas e a acervos artísticos e documentais institucionais, como a Fundação Vera Chaves Barcellos, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o próprio MARGS.

Segundo o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, a exposição assinala o pioneirismo e a relevância das realizações dos artistas e da atuação do grupo para a compreensão das rupturas provocadas pela arte das décadas de 1960 e 70 e as suas repercussões para a produção artística posterior. “No caso do Museu, a revisitação procura colaborar para o entendimento da função e da importância históricas da instituição no estímulo à reflexão crítica e atualizada sobre arte e na inserção e legitimação de novas gerações e concepções de arte”, comenta.

“Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto” dá continuidade ao programa expositivo intitulado “História do MARGS como história das exposições”. Por meio dele, o Museu se dedica a trabalhar a memória da instituição abordando a sua história, as obras e a constituição do seu acervo, bem como a trajetória e a produção de artistas que nele expuseram, a partir de pesquisas curatoriais que resgatam e assinalam episódios, eventos e exposições emblemáticas do passado da instituição, de modo a compreender a sua importância histórica e a repercussão no presente.

Com produção e realização da equipe do Núcleo de Curadoria e Programa Público e demais setores do MARGS e com apoio da Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB), a mostra tem curadoria-geral do diretor do Museu, Francisco Dalcol, em interlocução com os artistas Clovis Dariano, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos.

O MARGS é uma instituição da Secretaria da Cultura (Sedac). O plano de exposições e atividades educativas conta com patrocínio direto do Banrisul e através da Lei de Incentivo à Cultura Federal.

A imagem mostra uma fotografia em preto e branco registrada em um ambiente interno, possivelmente um espaço expositivo, artístico ou performático do MARGS. À esquerda, há algumas pessoas em pé e sentadas, vestindo roupas claras e escuras, com posturas que sugerem observação ou participação em alguma atividade. Uma delas parece estar sentada em um banco, enquanto outra está levemente curvada, como se estivesse lendo ou refletindo. No centro da imagem, destaca-se um cavalete com uma grande folha de papel afixada, contendo um texto longo digitado ou impresso, disposto de forma vertical, semelhante a um manifesto, poema ou explicação conceitual de uma obra. À direita, há uma peça de roupa clara, possivelmente uma camisa ou blusa, pendurada no ar por um fio ou suporte invisível, funcionando como um objeto artístico ou elemento simbólico da cena. O fundo é simples, com paredes claras e poucos detalhes.
“Exposição Manifesto” no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em dezembro de 1976 - Foto: Acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos

Sobre o Nervo Óptico

A “exposição-manifesto” de 1976 foi organizada pelos artistas Carlos Asp (1949), Carlos Pasquetti (1948-2022), Clovis Dariano (1950), Jesus (Romeo Galdámez) Escobar (1956-2025), Mara Alvares (1950), Romanita Martins (Disconzi) (1940), Telmo Lanes (1955) e Vera Chaves Barcellos (1938).

Foi um evento com dois dias de duração, apresentando uma produção artística inovadora, que explorava novos meios e linguagens, envolvendo séries fotográficas, fotoperformances, fotocópias, ambientes, livros de artista, objetos, textos impressos, proposições inventivas, filmes e slides projetados. O ponto alto foi o lançamento público de um manifesto assinado coletivamente pelos artistas, no qual criticavam a influência do mercado na produção, propondo a necessidade de uma “nova mentalidade” artística. A iniciativa ganhou ampla repercussão na imprensa na época.

Entre 1977 e 1978, o grupo de artistas continuou atuando de forma conjunta, realizando sessões artísticas e experimentais de criação, exposições coletivas e ações envolvendo o público. Com o objetivo de explorar meios alternativos de veiculação de suas obras, produziram 13 edições do “cartazete” impresso intitulado “Nervo Óptico – Publicação aberta à divulgação de novas poéticas visuais”, que acabaria emprestando o seu nome ao grupo.

Nessa experiência coletiva, que refletia nas artes visuais as profundas transformações dos anos 60 e 70, os artistas atuantes no “Nervo Óptico” desenvolveram um expressivo conjunto de trabalhos, gerando uma produção artística seminal para a renovação das linguagens em artes visuais e a consolidação da noção de arte contemporânea na história da arte sul-rio-grandense.

Serviço
Exposição “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto”
Onde: 2º andar expositivo do MARGS (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre)
Quando: Terça-feira a domingo, 10h às 19h (último acesso 18h). Em exibição até 26 de abril
Entrada gratuita
*Visitas mediadas para grupos e escolas mediante agendamento pelo e-mail: educativo@margs.rs.gov.br

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