Fórum de Diversidade e Inclusão debate arte em movimento e cultura que inclui
Evento que promove debates em Porto Alegre até a próxima quarta-feira (3) tem apoio institucional da secretaria da Cultura
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A primeira edição do Fórum MUT Brasil de Diversidade e Inclusão, que iniciou nesta segunda (1º), no Centro de Eventos da Unisinos, contou com painel protagonizado pela Secretaria da Cultura (Sedac). Titulado “Arte em Movimento: Cultura que Inclui”, o painel teve início às 19h e debateu a arte como ferramenta de transformação social. O encontro, que tem entrada gratuita, reúne especialistas, artistas, gestores públicos e lideranças comunitárias em sete painéis temáticos até a próxima quarta-feira (3/9).
Com mediação da museóloga do Museu Histórico Julio de Castilhos, Doris Couto, os convidados abordaram as diversas possibilidades dos segmentos culturais para a promoção da inclusão. De acordo com o diretor-geral-adjunto da Sedac, Fabrício Marquezin, apoiar um fórum como esse reforça a missão da Sedac de promover uma cultura inclusiva, que dialoga com toda a diversidade da sociedade gaúcha. “A arte e a educação são campos de escuta e transformação, por isso a participação da secretaria é estratégica”, destaca.
Durante o painel, Marquezin apresentou o trabalho em desenvolvimento na Sedac para promover acessibilidade universal nas instituições culturais do Estado. Segundo ele, o desafio é pensar a acessibilidade num sentido amplo, o que exige uma mudança de postura e essa é uma prioridade da pasta. “Conseguimos reservar recursos do orçamento para iniciar o processo de promoção de acessibilidade, uma forma de garantir que essa transformação continue é preciso garantir a continuidade dos investimentos”, informou.
De acordo com a consultora em acessibilidade cultural, Marina Baffini, é necessário identificar, caso a caso, os recursos necessários para ampliar o acesso aos bens culturais. “Precisamos pensar na percepção estética, temos que ter um olhar muito amplificado para chegar nesse lugar sensível que a arte ocupa, pensar a interação dos diversos públicos com a produção cultural”, ponderou. A especialista apresentou modelos de ferramentas de acessibilidade cultural que facilitam a inclusão de pessoas com deficiência. Mais do que acessibilidade ambiental e comportamental, as estratégias, segundo ela, devem permitir que todos os públicos possam interagir com as instituições e com aquilo que nelas é disponibilizado ao público.
Em sua manifestação, o regente e músico Fabrício Basso, lembrou o projeto “Vida com arte", que conduz na Unisinos, e a atuação de mais de 10 anos junto ao projeto social Orquestra Villa-Lobos. Segundo ele, “a música tem um espaço muito privilegiado porque quando o jovem chega para a aula de música percebemos como isso é gigante e muda o olhar que temos da cultura, trabalhar com música em comunidades é transformador, uma troca fantástica”, ponderou.
A coordenadora de culturas populares da Sedac, Luciane Barbosa, falou sobre o impacto que as políticas de inclusão por meio da cultura têm nas comunidades gaúchas. Ela afirmou que “a comunidade tem que gritar muito, para serem escutados e terem acesso à cultura, mas na periferia eles fazem cultura todos os dias, mesmo quando não são ouvidos”. Segundo ela, a cultura popular está na base da inclusão social e avalia que “a cultura popular do Rio Grande do Sul é diversa e precisa de mais visibilidade”.
No que diz respeito às políticas de fomento, o diretor da área, Rafael Balle, destacou a necessidade de participação social na elaboração das políticas públicas. Ele destacou que “a diversidade é uma pauta em que a gente acredita muito, mas que precisa do protagonismo de muitas pessoas para que a própria população direcione as prioridades daquilo que podemos implementar como política pública capaz de potencializar essa riqueza cultural, criando oportunidades para que todos estejam incluídos”.
O Fórum MUT Brasil é uma realização do Miss Universe Trans Brasil (MUT) em parceria com a Escola da Indústria Criativa e da Unisinos, e integra a programação oficial do concurso. O evento também prepara o caminho para, em 2026, o Rio Grande do Sul sediar pela primeira vez a etapa mundial do Miss Universe Trans, reunindo representantes de dezenas de países.